sábado, novembro 18, 2006

Bolo de chocolate com molho de manga

A base para a preparação desta sobremesa foi uma receita de bolo de chocolate que encontrei no blogue da Mónica, Diário da Cozinha (Setembro), a qual me despertou a atenção por fazer uso do microondas e ter um tempo de cozedura de apenas 5 minutos. Confesso que a experimentei com algum receio, pensando que acabaria com chocolate a escorrer das paredes do microondas. Mas afinal nada disto aconteceu!



Bolo de chocolate

4 ovos; 200 g de açúcar; 100 g de farinha; 150 g de chocolate em barra; 120 g de manteiga.

Comecei por derreter a manteiga e o chocolate no microondas (1 a 2 minutos). De seguida, bati bem a mistura até obter um creme homogéneo que juntei aos outros ingredientes. Coloquei este preparado num pirex redondo de 20 cm de diâmetro e 7 cm de altura, que previamente untei com margarina (não sei se seria necessário!). Levei ao microondas, na potência máxima durante 5 minutos. Posteriormente, desenformei e deixei arrefecer.

À parte triturei a polpa de uma manga madura até obter um creme que coloquei no frigorífico. Polvilhei uma placa de massa folhada fina com açúcar em pó e canela, cortando-a em tiras finas que depois levei ao forno cerca de 10 minutos. No momento de servir, deitei um pouco de molho de manga sobre uma fatia de bolo de chocolate e por cima deste coloquei algumas tiras de massa folhada.

O bacalhau da página 54

Há uns anos atrás, quando os meus pais viviam em Porto Alegre (Brasil), a minha mãe publicou um livro de cozinha com especialidades portuguesas a que chamou 'Portugal em doces e salgados'. Entre as receitas deste livro que mais protagonismo ganharam conta-se a do 'bacalhau à minha moda', que foi depois baptizado pela família por 'bacalhau da página 54'. Na verdade, passados mais de vinte anos, a receita já evoluiu bastante, mas as suas origens permanecem. Para mim, pese embora a opinião altamente suspeita, é a melhor receita de bacalhau no forno que conheço, que apenas comparo ao bacalhau no forno que é servido no restaurante Tia Alice, em Fátima.



Bacalhau da página 54

Cozem-se duas postas de bacalhau grandes, que depois se limpam de peles e espinhas e se deixam em lascas. Cortam-se 3 cebolas grandes em rodelas finas que se fritam em azeite, mas tendo o cuidado que não as deixar alourar. Corta-se 1 kg de batatas em palitos grossos que se fritam, mas também sem deixar escurecer as batatas. Temperam-se de sal e reserva-se. Coze-se 0,5 kg de camarão, reservando a água de cozedura. Depois de frios descascam-se os camarões e deitam-se as cascas e cabeças de novo na água, deixando-as ferver por mais 10 minutos. Passado este tempo passa-se este preparado pelo passe-vite. Faz-se um molho bechamel, usando o liquido que se obteve dos camarões e usando em lugar do leite natas.



Unta-se um tabuleiro de ir ao forno com margarina. Forra-se o fundo com uma camada de batatas fritas. Por cima coloca-se uma camada de bacalhau às lascas e os camarões. De seguida, colocam-se as cebolas fritas, escorridas do azeite, e fatias de queijo flamengo não muito finas (de preferência queijo Pastor). Cobre-se com o molho bechamel e polvilha-se de pão ralado. Vai ao forno 25 a 30 minutos e ao sair polvilha-se com amêndoas falhadas previamente alouradas.

Empadas de frango e cenouras



Já há uns dias que penso fazer umas empadas. Tentei encontrar nos meus livros de cozinha uma receita açoriana de empadas de peixe que me pareceu interessante, mas como não a consegui localizar acabei por fazer umas vulgares empadas de frango com cenouras.

Empadas de frango com cenouras

Comecei por cortar 4 peitos de frango em cubos pequenos. Em seguida, refoguei cebola também picada em azeite onde também coloquei uma folha de louro. Deixei a cebola começar a alourar e juntei-lhe o frango e 2 cenouras em cubos pequenos. Posteriormente, adicionei ao preparado anterior 1 dl de vinho branco e uns quadradinhos de bacon. O frango cozeu neste molho aproximadamente 15 minutos. Por fim, juntei-lhe 1 colher de sobremesa de maizena para que o molho ficasse mais espesso. Rectifiquei os temperos e deixei arrefecer.

Fiz uma massa com 300 g de farinha, 80 g de margarina derretida, 1 ovo e água q.b.. Com esta massa forrei as formas, que tinham sido previamente untadas de margarina. Depois de colocar o recheio tapei com outra rodela de massa, pincelei com gema de ovo e levei ao forno aproximadamente 15 minutos.

sábado, novembro 11, 2006

Dia de S. Martinho


Em tempo de S. Martinho é boa altura para recordar os 10 mandamentos do Abade de Travancos, relativos ao modo como se deve beber o vinho.

O 1º bebe-se inteiro
O 2º até ao fundo
O 3º como o primeiro
O 4º como o segundo
O 5º estando cheio não fica meio
O 6º é para provar
O 7º é para começar
O 8º para não tombar
O 9º para continuar
O 10º para acabar

Ou ainda os 10 mandamentos do Ribatejo que rezam assim:

1º É para provar
2º A repetir a prova
3º É já para começar
4º Um bem que se renova
5º Até nos faz cantar
6º Alegra mais a gente
7º Às vezes faz sonhar
8º Do fraco faz valente
9º Leva quase ao Paraíso
10º Faz perder às vezes o juízo

sexta-feira, novembro 10, 2006

'Caldeirada' de lulas e cação


Tenho um certo pudor em designar este preparado por 'caldeirada'. Se fosse espanhola talvez não tivésse tantos problemas em chamar-lhe 'caldereta', aliás termo que o meu pai adora usar para designar as suas experiências culinárias.

Caldeirada de lulas e cação

Comecei por fazer um refogado com 1 cebola grande a que juntei umas cebolinhas frescas partidas aos quartos. Quando as cebolas começaram a alourar adicionei 50 g de bacon cortado em lâminas finas, dois tomates também cortados em lâminas, 1/2 pimento vermelho aos bocadinhos, 1 cenoura grande cortada às rodelas, 1 folha de louro, 1 colher de chá de açafrão-das-Indias e sal. Deixei cozer um pouco e depois juntei-lhe 2,5 dl de vinho branco. De seguida, adicionei as lulas cortadas em bocados grandes e batatas novas pequeninas. Deixei cozer 10 minutos andes de juntar o cação previamente temperado com sal. Mais 8 minutos de cozedura e juntei-lhe uns camarões já cozidos, que apenas deixei ao lume o tempo suficiente para igualarem a temperatura do restante preparado. Isto é, aproximadamente 2 a 3 minutos.

Tarte de abóbora


Finalmente resolvi participar na iniciativa do Hemc5, que desta vez tem por tema a abóbora, com uma receita inventada por mim, embora esta questão da originalidade seja sempre relativa.


Tarte de Abóbora

Comecei por cozer 1 chávena de arroz em bastante água, a que juntei 2 cravinhos e 2 cascas de limão. Depois de cozido deixei a escorrer num passador. À parte, fiz uma calda fraca com 1 chávena de chá de açúcar amarelo e um pouco de água a que juntei cerca de 750 g de abóbora cortado aos bocados e um pau de canela. Deixei a abóbora cozer e que ao mesmo tempo a água se fosse reduzindo. Retirei o pau de canela e triturei o preparado com a varinha mágica. De seguida, juntei-lhe uma colher de chá de canela em pó, raspa de limão e 1/2 colher de chá de essência de baunilha.
Adicionei a abóbora ao arroz, acrescentando depois duas gemas de ovos. Por último, misturei as duas claras em castelo. Coloquei o creme numa tarteira previamente forrada de massa (250 g de farinha, 125 g de margarina, 5 colheres de sopa de água, sal) e levei ao forno cerca de 45 minutos.

domingo, novembro 05, 2006

Almofadinhas de camarão com queijo feta

A minha mãe tinha por hábito fazer a massa folhada em casa, quando ainda não existiam as possibilidades que hoje temos de ir a um supermercado e trazer um pacote de massa já preparada e congelada. Lembro-me mesmo que existia uma margarida especial para fazer folhados. Mas as actuais facilidades, em termos de consumo, nem sempre foram acompanhadas de uma melhoria na qualidade. A maior parte das marcas, talvez pelo tipo de de gordura que utilizam, não permitem obter uma massa folhada de sabor agradável e consistência estaladiça. Nesta receita fiz uso de uns quadradinhos da marca Bimbo, que têm a vantagem de já estarem estendidos e cortados, facilitando muito a rápida preparação de uma refeição, mas cuja qualidade também não se pode considerar excepcional.

Comecei por fazer um refogado com azeite e cebolinhas frescas, finamente picadas, a que juntei depois alguns camarões descascados, cebolinho picado e quadradinhos de queijo feta. Deixei apurar um pouco e depois de frio recheei os quadros de massa dando-lhes o formato final de trouxas. Foram ao forno previamente aquecido durante 15 minutos.

Bolo de Laranja



O que distingue esta receita de bolo de laranja de outras é que nela se faz um uso integral deste tipo de fruta. Isto é, apenas se retiram os caroços e alguns filamentos que a laranja possa ter, aproveitando-se o restante. Como resultado obtém-se um bolo húmido, com um intenso sabor a laranja.

Bolo de Laranja

3 ovos; 1 copo de açúcar; 1 copo de óleo de milho; 1 laranja grande inteira sem caroços nem filamentos brancos e com a casca cortada aos bocados.

Bate-se tudo num copo misturador até obter um creme. Posteriormente passa-se este creme para um outro recipiente e junta-se-lhe:

2 copos de farinha; 1 colher de sopa de fermento.

Vai ao forno em forma de buraco ao meio (eu fiz numa forma de bolo inglês) untada e polvilhada de açúcar, durante 30 minutos, tendo o cuidado de não abrir a porta do forno durante a cozedura.
Nota: para evitar riscos ao retirar o bolo da forma forrei-a com papel vegetal que também untei e polvilhei.

domingo, outubro 29, 2006

Salada de tomate, courgette e queijo fresco



Esta 'receita' foi incluída pelo meu marido numa categoria de pratos que ele designou por 'beleza e simplicidade'. Na verdade, é uma vulgar salada que apenas por ser servida de forma menos convencional acaba por ser agradável à vista. Neste caso fiz uso de tomate aos cubos (sem pele nem grainhas), courgettes picadas (sem pele), queijo fresco aos cubos, azeitonas pretas picadas. Comecei por colocar na base de um copo de vidro uma camada de tomate que polvilhei com um pouco de Sicilian Blend da Oil and Vinegar. Repeti esta operação com as camadas de courgette e de queijo fresco. Por fim, distribuí as azeitonas e coloquei por cima uns pinhões. No momento de servir deitei em cada copo um pouco de azeite.

Bola de bacalhau

Sou uma grande apreciadora das bolas que se fazem no norte do país, particularmente das bolas de bacalhau.



Bola de bacalhau

Cozer duas postas de bacalhau a que depois de frio se retiram pele e espinhas, deixando-as em lascas. Fazer um refogado com azeite e bastante cebola a que se junta uma folha de louro. Quando a cebola já está cozida acrescenta-se o bacalhau e deixa-se cozer mais uns minutos, mexendo sempre. Retirar do lume e deixar arrefecer.

Para a massa desfazer fermento de padeiro (30 a 50 g) em água morna e juntar-lhe um pouco de farinha. Deixar levedar durante 30 minutos num recipiente tapado. Posteriormente adicionar-lhe 5 ovos ligeiramente batidos com uma chávena de bom azeite a que também se adicionou o sal refinado, alternando com a adição de cerca de 500 g de farinha de trigo. A massa deve ficar com uma consistência que a permita amassar como se fosse pão. Depois de bem amassada, tapa-se bem e deixa-se levedar novamente durante 1 hora. Deve dobrar o volume.

Forra-se a base de um tabuleiro de ir ao forno com metade da massa e por cima coloca-se o recheio. Por fim, tapa-se com a restante massa, tendo o cuidado de a ajustar às paredes do tabuleiro para que ao cozer não encolha. Pincela-se com gema de ovo e vai ao forno cerca de 30 a 40 minutos.

Nota: a minha mãe, que é uma especialista na preparação destes folares, costuma usar a mesma massa, mas com recheios de carne (pato, frango, peru, coelho e principalmente com leitão assado). Neste caso, a carne é partida aos bocados, retirando-lhe todos os ossos. Faz-se um refogado com cebola picada a que posteriormente se acrescenta salsa também picada. Junta-se a carne e deixa-se tomar gosto durante alguns monutos.

Carré de borrego com pêras


Mais uma vez vão ser as pêras rocha as personagens centrais desta encenação/assado. A mistura da carne de borrego com as pêras, associada ao sabor dos cominhos e da mostarda em grão com que temperei ambos os ingredientes, também ficou realçada pela utilização de uma assadeira produto da olaria negra de Bisalhães (Vila Real). Aliás, gosto bastante de cozinhar neste tipo de recipientes, tanto assados como receitas à base de arroz.

Carré de borrego com pêras

Comecei por pedir no talho que me preparassem um carré de borrego, sem contudo ter grande preocupação em dar-lhe um formato de coroa. Apenas o enrolei, colocando-o no centro da assadeira de barro preto e dispondo à sua volta quartos de cebola e de pêras rocha (com pés e pele, apenas lavadas e cortadas). Temperei tudo com sal, cominhos e mostarda em grão. Coloquei também uns raminhos de rosmaninho fresco e uns bocadinhos de margarina apenas em cima da carne. Por fim, reguei com azeite e juntei um pouco de caldo de aves. Levei ao forno aproximadamente 50 minutos.

Carne de porco à florentina


A Cristina do blogue Ovo Estrelado publicou há pouco tempo uma receita de 'carne de porco à florentina', que ontem resolvi experimentar, introduzindo pequenas alterações que foram apenas resultado, por um lado da falta de alguns ingredientes e por outro da necessidade de gastar determinados restos.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Rolo de carne revestido a sementes de sésamo e papoila

Depois de uma semana perfeitamente desastrosa, em termos alimentares, consegui regressar hoje à minha cozinha. Mas como o tempo não foi muito resolvi fazer apenas pequenas improvisações, tomando como ponto de partida uma receita super rápida de rolo de carne que faço com frequência.



Rolo de carne revestido a sementes de sésamo e papoila

1 kg de carne de porco picada juntamente com 1 chouriço de carne pequeno; 1 pacote de sopa de cebola.

Juntar a sopa de cebola à carne, misturando bem. Formar um rolo que se envolve com sementes de sésamo e papoila, procurando alternar as manchas mais claras resultantes das primeiras com manchas mais escuras das sementes de papoila. Num dos lados do tabuleiro de ir ao forno colocar rodelas grossas de cenouras temperadas apenas com azeite e cominhos. Do outro lado colocar beringelas, peladas e cortadas aos cubos, temperadas com azeite e oregaõs. Colocar por cima da carne uns bocadinhos de margarina e um pouco de azeite. Levar ao forno durante aproximadamente uma hora.

domingo, outubro 22, 2006

Caboledo -restaurantes

Por brincadeira, há algum tempo atrás, nomeei a minha amiga Glória repórter oficial deste blogue. Hoje recebi com muito gosto a sua primeira crónica, escrita numa forma que lhe é bastante característica, onde retrata um almoço de choco grelhado em Caboledo, num restaurante sem nome à beira da praia, situado a 100 km de Luanda logo depois da Barra do Kuanza.


'Então ... depois de um bom pedaço a olhar para o cinzento do céu ... mais uma hora dentro de água quentinha ... tivemos fome. E fomos fazer o pedido ao restaurante (...) E o senhor, bem simpático disse: Vou-ti apanhari o peixi.' E a partir desse momento colocou-se em movimento toda uma comunidade de pescadores que num espírito de entre-ajuda lançaram o seu barco água para ir apanhar o dito peixi. Embora entre o pedido e o almoço tivessem havido 3 horas de intervalo, penso que neste caso valeu bastante a pena não só pela excelência do produto comestível como principalmente pela riqueza de vivências que proporcionou.

Bolo de pêra rocha

Esta receita é uma adaptação de uma outra que encontrei no último número da revista Cuisine et Vins de France. Como estamos na época em que as pêras se apresentam na sua máxima qualidade há que tirar proveito desse facto.


Bolo de pera rocha

3 pêras rocha, grandes; 150 g de farinha; 150 g de açúcar; 5 ovos; 50 g de manteiga; 50 g de corintos; 2 colheres de sopa de 'eau-de-vie de poire'; sal.

Colocar os corintos de molho numa mistura de água quente e 'eau-de-vie de poire'. Pelar as pêras, retirar-lhes o interior e cortá-las em cubos. Passar os bocados de pera por manteiga derretida até que ganhem uma ligeira cor dourada. Retirar e colocar a escorrer num passador.

À parte bater as gemas de ovos com o açúcar até obter um preparado esbranquiçado. Depois incorporar, de forma gradual, a farinha. Juntar as 2 colheres de sopa de 'eau-de-vie de poire' e os corintos . Adicionar em seguida as claras batidas em castelo a que se adicionou um pouco de sal na fase final. Envolver delicadamente os vários ingredientes. Colocar numa forma de bolo inglês previamente untada com margarina e polvilhada de farinha. Vai ao forno a uma temperatura de 180ºC durante aproximadamente 50 minutos.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Mexilhões com alho francês e coentros


Esta receita de mexilhões foi desenvolvida pelo meu pai durante o período em que viveu na Holanda, país onde estes bivalves se consomem abundamente, entre Setembro e Abril. No fundo, corresponde à introdução de temperos portugueses, como por exemplo o alho e os coentros, na versão mais tradicional da receita. O meu pai faz habitualmente uso da cataplana na preparação deste prato, o que a meu ver contribui para uma melhoria do resultado final.
Mexilhões com alho francês e coentros
2 kg de mexilhões; 5 colheres de sopa de azeite; 1 cebola picada; 2 alhos franceses cortados em rodelas muito fininhas; 2 talos de aipo cortados; 2 dentes de alho picados; 3 cravinhos; 1/2 colher de chá de pimentão doce; 1/2 colher de chá de açafrão-das-índias; 1 molho de coentros picados; 2,5 dl de vinho branco; 1 cálice de whisky; sal; piri-piri.
Começar por refogar a cebola no azeite, juntando depois o alho francês e o aipo. Posteriormente, adicionar os restantes ingredientes e deixar ferver alguns minutos. Adicionar os mexilhões e a seguir tapar o recipiente, agitando-o de tempos a tempos para que todos os mexilhões consigam abrir.

domingo, outubro 15, 2006

Sopa de cação em crosta de açafrão-das-índias

Já há uns dias que andava a pensar fazer esta experiência. Depois de recolher inspiração em vários livros de cozinha resolvi fazer uma síntese e produzir uma nova sopa.


Sopa de cação em crosta de açafrão-das-índias


Comecei por fritar em azeite meia dúzia de alhos, deixando que estes apenas ganhassem uma ligeira cor. Retirei-os e reservei-os para utilização posterior. Neste azeite comecei por deitar 1 cebola finamente picada a que depois juntei 2 tomates pelados e 1/4 de pimento vermelho também picados. Deixei ferver durante algum tempo, adicionando à mistura 2,5 dl de vinho branco. À parte, fiz uma pasta com os alhos que tinha reservado, 1 colher de chá de pimentão de la Vera e 1/2 colher de chá de açafrão-das- índias. Adicionei esta pasta ao preparado anterior e deixei ferver mais um pouco. Seguidamente juntei-lhe o peixe já aos bocadinhos e sem espinhas. Deixei ferver mais 5 minutos. Por fim, deitei um pouco de vinagre e rectifiquei o sal.

Preparei uma massa com 1 1/2 chávena de farinha com fermento, 20 g de manteiga, 1/3 de chávena de leite e 1 colher de chá de açafrão-das-índias. Estendi a massa com o rolo e cortei círculos um pouco maiores que o diâmetro das taças (1 cm aproximadamente). Pincelei os bordos com ovo batido, tapando depois a sopa, que já tinha sido colocada nas taças e a que tinha juntado umas folhinhas de hortelã, com a massa tendo o cuidado de a pressionar bem ao recipiente. Pincelei a massa com o ovo batido e salpiquei com sementes sésamo. Foi ao forno aproximadamente 10 minutos até a massa cozer e alourar.
Ao comer, os bocadinhos de massa vão cair dentro da sopa, permitindo uma mistura de sabores e de consistências bastante agradável.

Tarte de peras com alfarroba

Esta receita é uma adaptação da Tarte de Maçã do blogue Doces Cozinhados a que incorporei farinha de alfarroba.

Tarte de peras com alfarroba
7 colheres de sopa de farinha com fermento; 3 colheres de sopa de farinha de alfarroba; 10 colheres de sopa de açúcar amarelo; 2 ovos; 8 colheres de sopa de leite; 5 colheres de sopa de azeite; 2 peras laminadas.
Juntam-se bem todos os ingredientes. Deita-se o creme numa tarteira untada e polvilhada de farinha. Cortam-se duas peras (pera rocha) em fatias finas que se vão enterrando ao alto no creme, a partir dos bordos da tarteira para o centro.
Vai ao forno cerca de 25 a 30 minutos.

sábado, outubro 14, 2006

Outras cozinhas


Joseph Dumek, Oesterreichische Officierkuche, Brunn-Wien 1900

Austrian National Library

Sopa de grão e orelha de porco

Embora à primeira vista esta sopa possa parecer 'pesada', na verdade isso não acontece se existir o cuidado, nas diferentes fases da preparação, de ir retirando a gordura em excesso que se vai formando. De qualquer forma ela só por si pode perfeitamente funcionar como prato único.



Sopa de grão e orelha de porco

De véspera, colocar de molho em bastante água cerca de 200 g de grão. No dia seguinte, esfregar bem o grão com sal grosso e depois de o passar por água colocar a cozer numa panela com água a que se adicionou uma cebola, em que se espetaram 2 cravinhos, e ainda 1/3 de chouriço mais 1/3 de morcela. Deixar cozer durante cerca de 40 minutos. Retirar o grão e reservar. Retirar os enchidos e cortar em cubos pequenos. Guardar a água da cozedura, retirando contudo a cebola e os cravinhos.

À parte, cozer duas orelhas de porco (salgadas ou fumadas). Depois de cozidas cortar em quadradinhos pequenos, como se fossem para salada, utilizando apenas a parte magra e cartilagínea das orelhas. Guardar a água de cozedura, tendo porém o cuidado de retirar o máximo de gordura possível.

Juntar os dois liquídos e adicionar a estes os grãos. Cortar em cubos pequenos 1 courgette, 2 cenouras, 1/2 pimento vermelho e 1/2 pimento verde, adicionando-os à mistura anterior, a qual já deve estar em ebulição. Juntar também 1 bloco de espinafres congelados ou o equivalente de espinafres frescos. Deixar cozer 10 minutos. Adicionar cerca de 100 g de massa, deixando-a cozer o tempo indicado no respectivo pacote. Por fim, juntar os enchidos e a orelha cortados. Nota: é preciso ter um certo cuidado com a quantidade de sal usada, porque tanto os enchidos como a orelha (salgada ou fumada) contribuem para um aumento significativo da sua concentração.