Diário de uma experimentadora que faz da sua cozinha um laboratório de pesquisa de novos sabores
sábado, dezembro 23, 2006
Orangettes
Na última sexta-feira, comprei na pastelaria Cistér, em Lisboa, umas laranjas semi-cristalizadas, envolvidas em chocolate. Elas tiveram um enorme sucesso cá em casa, de tal forma que as ditas laranjas, que eu tinha comprado a pensar na consoada, já desapareceram todas, devoradas por bocas gulosas. Por isso, resolvi experimentar uma receita que encontrei numa revista francesa. Daí o nome orangettes.
Orangettes
2 laranjas grandes; 150 g de chocolate preto; 200 g de açúcar
Depois de lavar bem as laranjas e de lhes cortar as extremidades fiz quatro incisões suficientemente profundas para me permitirem tirar-lhes a casca. Cortei a casca em pequenos palitos que sujeitei a uma fervura de 5 minutos. Escorri as laranjas e deitei fora a água. Num tacho coloquei ao lume o açúcar com 15 cl de água a que posteriormente adicionei as laranjas. Deixei ferver em lume muito suave durante cerca de 1 hora, deitando um pouco mais de água sempre que o ponto do açúcar se tornava muito forte. Passado este tempo apaguei o lume e deixei as laranjas arrefecerem na calda.
À parte derreti em banho-maria 150 g de chocolate preto onde depois mergulhei as laranjas, tendo para isso a ajuda de um garfo de fondue. Procurei que o excesso de chocolate escorresse para os bordos do recipiente para depois depositar as tiras de laranja sobre uma placa de papel de alumínio. Logo que o chocolate solidificou retirei-as do papel e guardei-as.
Nota: o maior problema com que me deparei foi o de conseguir manter constante a temperatura do chocolate, depois de fundido, de tal forma que não se registassem alterações na textura, o que acabou por acontecer com as últimas tiras de laranja.
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Bacalhau no forno com brócolos e cenouras

Ainda estou em fase de poupar energia para a véspera e o dia de Natal, em que certamente serão muitas as horas passadas na cozinha. Por isso, hoje fiz uma receita rápida de bacalhau no forno, que se for feita com alguns cuidados resulta bastante bem.
Bacalhau do forno com brócolos e cenouras
Comecei por cozer duas boas postas de bacalhau, a que depois de tirei as peles e as espinhas, deixando-as em lascas. À parte fiz um refogado com azeite, três cebolas às rodelas finas, dois dentes de alho picados e 1 folha de louro. Quando a cebola começou a aloirar juntei-lhe o bacalhau, deixando-o ainda ao lume durante algum tempo para que este ganhasse mais gosto.
Fiz um puré de batata, substituindo a manteiga por azeite e juntando 1 colher de chá de alho em pó aos temperos habituais. Num prato de ir ao forno coloquei uma camada de puré de batata e por cima uma outra de brócolos e cenouras cozidas. Sobre estas coloquei o bacalhau, tapando-o depois com o restante puré de batata. Pincelei com gema de ovo batida e levei ao forno cerca de 25 minutos.
sábado, dezembro 16, 2006
Tarte de peras e iogurte

Hoje, durante umas das minhas habituais deslocações ao Corte Inglês, comprei mais um livro da Maria de Lourdes Modesto e da Graça Castelo Branco, À mesa com o coração, que me pareceu trazer umas receitas interessantes para o dia-a-dia de quem deve ter cuidado com a alimentação. Como o Natal está a chegar é conveniente ir preparando os estômagos com uns docinhos inofensivos, ou quase!Nota: na obra citada a receita é designada por 'delícia de peras e iogurtes'.
Tarte de peras com iogurte
3 ovos; 2 colhesres de sopa de açúcar mascavado; 1 colher de sopa bem cheia de farinha; 1 iogurte magro; 1,5 dl de leite magro; raspa da casca de 1 limão; 3 peras-rocha.
Comecei por bater os ovos inteiros com o açúcar, adicionando depois a farinha, o iogurte, o leite e a raspa da casca de 1 limão. Untei ligeiramente uma tarteira e coloquei na base as peras previamente peladas e laminadas. Deitei por cima o anterior preparado e levei a cozer a 200ºC cerca de 45 minutos.
Sopa de couve-flor e alho francês
Esta receita resultou da necessidade de aproveitar uns legumes que tinha em casa e de alguma falta de tempo para preparar receitas mais complicadas.

Sopa de couve-flor e alho francês
Comecei por preparar dois alhos franceses, cortando-os depois às rodelas finas. Arranjei uma couve-flor média, separando-a em pequenos raminhos. Numa panela coloquei a couve-flor, o alho francês e juntei-lhe 5 rodelas de chouriço de carne sem pele. Temperei com sal. Deixei ferver por 45 minutos ao fim dos quais juntei 3 colheres de sopa de azeite, transformando de seguida a mistura em creme com a ajuda da varinha mágica.

Sopa de couve-flor e alho francês
Comecei por preparar dois alhos franceses, cortando-os depois às rodelas finas. Arranjei uma couve-flor média, separando-a em pequenos raminhos. Numa panela coloquei a couve-flor, o alho francês e juntei-lhe 5 rodelas de chouriço de carne sem pele. Temperei com sal. Deixei ferver por 45 minutos ao fim dos quais juntei 3 colheres de sopa de azeite, transformando de seguida a mistura em creme com a ajuda da varinha mágica.
sábado, dezembro 09, 2006
Pãezinhos com chouriço

Este fim de semana tenho estado muito preguiçosa para cozinhar. Mas, há pouco, ao dar uma 'volta' pelos outros blogues alguns já com um aspecto muito natalício, voltei a ter vontade de ir para a minha cozinha, desta vez para fazer uns pequenos pãezinhos de chouriço.
Pãezinhos de chouriço
200 g de farinha com fermento; 200 g de polme de batata cozida; 125 g de margarina; sal q.b; chouriço q.b.
Misturam-se muito bem todos os ingredientes até se obter uma massa uniforme. Tendem-se pequenos pãezinhos que se recheiam com bocadinhos de chouriço. Posteriormente levam-se ao forno em tabuleiro polvilhado de farinha durante aproximadamente 20 minutos.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Empadinhas de robalo e camarão
Com o robalo cozido que sobrou da canja anterior resolvi fazer umas empadas, desta vez experimentando uma receita de massa que encontrei no blogue Ardeu a Padaria.

Comecei por cozer alguns camarões, aproveitando depois a água de cozedura para fazer uma espécie de molho bechamel. Juntei a este molho os pedacinhos de peixe já limpos de pele e espinhas. Deixei arrefecer. Preparei a massa das empadas a partir de 2 chávenas de chá de farinha, 1 chávena de café de azeite, 1 chávena de café de vinho branco e sal qb.Deixei repousar a massa durante 1 hora.
Passado esse tempo forrei as formas com a massa, colocando no fundo um camarão inteiro a que depois adicionei algumas colheres do creme. Tapei com uma placa de massa, untei com gema de ovo e levei ao forno aproximadamente 20 minutos.
Nota - Para a próxima vou retirar as empadas das formas ao fim de 10 a 15 minutos, pincelando a parte branca com gema de ovo batida, antes de as levar de novo ao forno. Penso que deste modo poderei melhorar o seu aspecto. Como a massa fica muito elástica também é necessário adquirir uma certa prática com o processo de 'encerramento' das empadas.

Comecei por cozer alguns camarões, aproveitando depois a água de cozedura para fazer uma espécie de molho bechamel. Juntei a este molho os pedacinhos de peixe já limpos de pele e espinhas. Deixei arrefecer. Preparei a massa das empadas a partir de 2 chávenas de chá de farinha, 1 chávena de café de azeite, 1 chávena de café de vinho branco e sal qb.Deixei repousar a massa durante 1 hora.
Passado esse tempo forrei as formas com a massa, colocando no fundo um camarão inteiro a que depois adicionei algumas colheres do creme. Tapei com uma placa de massa, untei com gema de ovo e levei ao forno aproximadamente 20 minutos.
Nota - Para a próxima vou retirar as empadas das formas ao fim de 10 a 15 minutos, pincelando a parte branca com gema de ovo batida, antes de as levar de novo ao forno. Penso que deste modo poderei melhorar o seu aspecto. Como a massa fica muito elástica também é necessário adquirir uma certa prática com o processo de 'encerramento' das empadas.
sábado, dezembro 02, 2006
Perna de borrego no forno com crosta de cominhos
Depois de mais uma semana em que fui obrigada a comer em restaurantes, quase todos os dias, é com prazer que regresso à minha cozinha e volto a sentir os aromas que vêm do forno ou dos recipientes onde os alimentos estão a cozinhar. Odores estes que também são parte importante dos prazeres gastronómicos!

Perna de borrego no forno com crosta de cominhos
Comecei por temperar a carne com sal e cominhos em grão. Deixei repousar cerca de 2 horas e depois untei com azeite a parte superior da perna à qual fiz depois aderir cominhos em grão, sementes de mostarda e folhas tomilho. Reguei a peça de carne com azeite, coloquei por cima uns bocadinhos de margarina e levei-a ao forno durante uma hora, regando a carne regularmente com o molho que se foi formando.

Acompanhei o assado com um arroz de alho preparado, à semelhança do assado, num recipiente de barro preto de Bisalhães.

Perna de borrego no forno com crosta de cominhos
Comecei por temperar a carne com sal e cominhos em grão. Deixei repousar cerca de 2 horas e depois untei com azeite a parte superior da perna à qual fiz depois aderir cominhos em grão, sementes de mostarda e folhas tomilho. Reguei a peça de carne com azeite, coloquei por cima uns bocadinhos de margarina e levei-a ao forno durante uma hora, regando a carne regularmente com o molho que se foi formando.

Acompanhei o assado com um arroz de alho preparado, à semelhança do assado, num recipiente de barro preto de Bisalhães.
Canja de robalo

Com a chegada do tempo frio apetece cada vez mais comer umas reconfortantes sopinhas. Hoje, aproveitei a deslocação ao mercado para comprar um robalo, o qual esteve depois na base da preparação de uma canja, seguindo neste caso uma receita já muito testada e com origem algarvia.
Canja de robalo
Cozem-se dois robalos pequenos ou um médio em água com sal. À parte, faz-se um refogado com azeite, cebola picada e salsa. Quando o peixe está cozido retira-se da água, deitando esta última esta sobre o refogado. Logo que a mistura retoma a fervura acrescenta-se massinha miúda que se deixa cozer. Quando esta está cozida acrescenta-se 1 gema de ovo batida com sumo de limão.
domingo, novembro 26, 2006
Sopa de espargos verdes com poejos

Nem sempre as experiências que faço correm bem. Foi o caso desta sopa, que apesar dos bons ingredientes e dos esforços envolvidos na sua preparação não se traduziu num produto final muito agradável ao palato. Os espargos silvestres e os poejos comprei-os ontem no mercado de Évora, tendo começado logo a imaginar a bela sopa que dali ía obter, associando estas verduras a umas fatias de pão da Vidigueira e a uns queijinhos de ovelha.
Sopa de espargos verdes com poejos
Comecei por arranjar os espargos e cortá-los em rodelinhas pequenas. De seguida, refoguei uma cebola e 2 alhos picados em azeite. Adicionei os espargos e deixei fritar um pouco, antes de juntar cerca de 1 litro de água e três pés de poejos. Deixei ferver durante 10 minutos, depois de ter temperado com sal. Por fim, adicionei um ovo batido, mexendo sempre para que este ficasse aos fios.
À parte, coloquei nas terrinas individuais três fatias finas de pão, deitando-lhes por cima a sopa. Finalizei colocando em cima fatias de queijo de ovelha e levando ao forno durante cerca de 5 minutos para que este começasse a derreter.
Nota: os críticos gastronómicos que tenho em casa consideraram que a sopa tinha excesso de gordura, mas para mim os grandes culpados foram os poejos!
Biscoitos de avelãs e doce de mirtilhos vermelhos

Estes biscoitos foram uma experiência que resolvi fazer a partir de um frasco de doce de mirtilhos vermelhos que comprei no IKEA. Estão bastante comestíveis, mas a receita necessita ainda de uns melhoramentos.
Biscoitos de avelãs e doce de mirtilhos vermelhos
2 chávenas de chá de farinha com fermento; 1/2 chávena de azeite; 2 ovos; 4 colheres de sopa cheia de doce de mirtilhos; 1/2 chávena de avelãs grosseiramente picadas.
Misturar todos os ingredientes, colocando depois, com a ajuda de uma colher, pequenos montes de creme num tabuleiro polvilhado de farinha. Levar ao forno pré-aquecido cerca de 10 a 15 minutos.
domingo, novembro 19, 2006
Prazeres de domingo II

Esta semana comprei na FNAC um livro de 'petiscos' de inspiração étnica (cozinha do Médio Oriente, do Pacífico e do Sudoeste Asiático) com algumas receitas que me parecem interessantes. O livro está dividido em diversos temas: fritos, sopas, molhos, saladas, espetadas, carne, peixe, legumes, 'embrulhado, atado e enrolado', e por último doces. Seleccionei dos capítulos referentes às espetadas e aos legumes algumas sugestões que penso testar brevemente, embora tencione reduzir muito a quantidade de pimenta e outros picantes a usar.
sábado, novembro 18, 2006
Bolo de chocolate com molho de manga
A base para a preparação desta sobremesa foi uma receita de bolo de chocolate que encontrei no blogue da Mónica, Diário da Cozinha (Setembro), a qual me despertou a atenção por fazer uso do microondas e ter um tempo de cozedura de apenas 5 minutos. Confesso que a experimentei com algum receio, pensando que acabaria com chocolate a escorrer das paredes do microondas. Mas afinal nada disto aconteceu!

Bolo de chocolate
4 ovos; 200 g de açúcar; 100 g de farinha; 150 g de chocolate em barra; 120 g de manteiga.
Comecei por derreter a manteiga e o chocolate no microondas (1 a 2 minutos). De seguida, bati bem a mistura até obter um creme homogéneo que juntei aos outros ingredientes. Coloquei este preparado num pirex redondo de 20 cm de diâmetro e 7 cm de altura, que previamente untei com margarina (não sei se seria necessário!). Levei ao microondas, na potência máxima durante 5 minutos. Posteriormente, desenformei e deixei arrefecer.

À parte triturei a polpa de uma manga madura até obter um creme que coloquei no frigorífico. Polvilhei uma placa de massa folhada fina com açúcar em pó e canela, cortando-a em tiras finas que depois levei ao forno cerca de 10 minutos. No momento de servir, deitei um pouco de molho de manga sobre uma fatia de bolo de chocolate e por cima deste coloquei algumas tiras de massa folhada.

Bolo de chocolate
4 ovos; 200 g de açúcar; 100 g de farinha; 150 g de chocolate em barra; 120 g de manteiga.
Comecei por derreter a manteiga e o chocolate no microondas (1 a 2 minutos). De seguida, bati bem a mistura até obter um creme homogéneo que juntei aos outros ingredientes. Coloquei este preparado num pirex redondo de 20 cm de diâmetro e 7 cm de altura, que previamente untei com margarina (não sei se seria necessário!). Levei ao microondas, na potência máxima durante 5 minutos. Posteriormente, desenformei e deixei arrefecer.

À parte triturei a polpa de uma manga madura até obter um creme que coloquei no frigorífico. Polvilhei uma placa de massa folhada fina com açúcar em pó e canela, cortando-a em tiras finas que depois levei ao forno cerca de 10 minutos. No momento de servir, deitei um pouco de molho de manga sobre uma fatia de bolo de chocolate e por cima deste coloquei algumas tiras de massa folhada.
O bacalhau da página 54
Há uns anos atrás, quando os meus pais viviam em Porto Alegre (Brasil), a minha mãe publicou um livro de cozinha com especialidades portuguesas a que chamou 'Portugal em doces e salgados'. Entre as receitas deste livro que mais protagonismo ganharam conta-se a do 'bacalhau à minha moda', que foi depois baptizado pela família por 'bacalhau da página 54'. Na verdade, passados mais de vinte anos, a receita já evoluiu bastante, mas as suas origens permanecem. Para mim, pese embora a opinião altamente suspeita, é a melhor receita de bacalhau no forno que conheço, que apenas comparo ao bacalhau no forno que é servido no restaurante Tia Alice, em Fátima.

Bacalhau da página 54
Cozem-se duas postas de bacalhau grandes, que depois se limpam de peles e espinhas e se deixam em lascas. Cortam-se 3 cebolas grandes em rodelas finas que se fritam em azeite, mas tendo o cuidado que não as deixar alourar. Corta-se 1 kg de batatas em palitos grossos que se fritam, mas também sem deixar escurecer as batatas. Temperam-se de sal e reserva-se. Coze-se 0,5 kg de camarão, reservando a água de cozedura. Depois de frios descascam-se os camarões e deitam-se as cascas e cabeças de novo na água, deixando-as ferver por mais 10 minutos. Passado este tempo passa-se este preparado pelo passe-vite. Faz-se um molho bechamel, usando o liquido que se obteve dos camarões e usando em lugar do leite natas.

Unta-se um tabuleiro de ir ao forno com margarina. Forra-se o fundo com uma camada de batatas fritas. Por cima coloca-se uma camada de bacalhau às lascas e os camarões. De seguida, colocam-se as cebolas fritas, escorridas do azeite, e fatias de queijo flamengo não muito finas (de preferência queijo Pastor). Cobre-se com o molho bechamel e polvilha-se de pão ralado. Vai ao forno 25 a 30 minutos e ao sair polvilha-se com amêndoas falhadas previamente alouradas.

Bacalhau da página 54
Cozem-se duas postas de bacalhau grandes, que depois se limpam de peles e espinhas e se deixam em lascas. Cortam-se 3 cebolas grandes em rodelas finas que se fritam em azeite, mas tendo o cuidado que não as deixar alourar. Corta-se 1 kg de batatas em palitos grossos que se fritam, mas também sem deixar escurecer as batatas. Temperam-se de sal e reserva-se. Coze-se 0,5 kg de camarão, reservando a água de cozedura. Depois de frios descascam-se os camarões e deitam-se as cascas e cabeças de novo na água, deixando-as ferver por mais 10 minutos. Passado este tempo passa-se este preparado pelo passe-vite. Faz-se um molho bechamel, usando o liquido que se obteve dos camarões e usando em lugar do leite natas.

Unta-se um tabuleiro de ir ao forno com margarina. Forra-se o fundo com uma camada de batatas fritas. Por cima coloca-se uma camada de bacalhau às lascas e os camarões. De seguida, colocam-se as cebolas fritas, escorridas do azeite, e fatias de queijo flamengo não muito finas (de preferência queijo Pastor). Cobre-se com o molho bechamel e polvilha-se de pão ralado. Vai ao forno 25 a 30 minutos e ao sair polvilha-se com amêndoas falhadas previamente alouradas.
Empadas de frango e cenouras

Já há uns dias que penso fazer umas empadas. Tentei encontrar nos meus livros de cozinha uma receita açoriana de empadas de peixe que me pareceu interessante, mas como não a consegui localizar acabei por fazer umas vulgares empadas de frango com cenouras.
Empadas de frango com cenouras
Comecei por cortar 4 peitos de frango em cubos pequenos. Em seguida, refoguei cebola também picada em azeite onde também coloquei uma folha de louro. Deixei a cebola começar a alourar e juntei-lhe o frango e 2 cenouras em cubos pequenos. Posteriormente, adicionei ao preparado anterior 1 dl de vinho branco e uns quadradinhos de bacon. O frango cozeu neste molho aproximadamente 15 minutos. Por fim, juntei-lhe 1 colher de sobremesa de maizena para que o molho ficasse mais espesso. Rectifiquei os temperos e deixei arrefecer.
Fiz uma massa com 300 g de farinha, 80 g de margarina derretida, 1 ovo e água q.b.. Com esta massa forrei as formas, que tinham sido previamente untadas de margarina. Depois de colocar o recheio tapei com outra rodela de massa, pincelei com gema de ovo e levei ao forno aproximadamente 15 minutos.
sábado, novembro 11, 2006
Dia de S. Martinho

Em tempo de S. Martinho é boa altura para recordar os 10 mandamentos do Abade de Travancos, relativos ao modo como se deve beber o vinho.
O 1º bebe-se inteiro
O 2º até ao fundo
O 3º como o primeiro
O 4º como o segundo
O 5º estando cheio não fica meio
O 6º é para provar
O 7º é para começar
O 8º para não tombar
O 9º para continuar
O 10º para acabar
Ou ainda os 10 mandamentos do Ribatejo que rezam assim:
1º É para provar
2º A repetir a prova
3º É já para começar
4º Um bem que se renova
5º Até nos faz cantar
6º Alegra mais a gente
7º Às vezes faz sonhar
8º Do fraco faz valente
9º Leva quase ao Paraíso
10º Faz perder às vezes o juízo
sexta-feira, novembro 10, 2006
'Caldeirada' de lulas e cação

Tenho um certo pudor em designar este preparado por 'caldeirada'. Se fosse espanhola talvez não tivésse tantos problemas em chamar-lhe 'caldereta', aliás termo que o meu pai adora usar para designar as suas experiências culinárias.
Caldeirada de lulas e cação
Comecei por fazer um refogado com 1 cebola grande a que juntei umas cebolinhas frescas partidas aos quartos. Quando as cebolas começaram a alourar adicionei 50 g de bacon cortado em lâminas finas, dois tomates também cortados em lâminas, 1/2 pimento vermelho aos bocadinhos, 1 cenoura grande cortada às rodelas, 1 folha de louro, 1 colher de chá de açafrão-das-Indias e sal. Deixei cozer um pouco e depois juntei-lhe 2,5 dl de vinho branco. De seguida, adicionei as lulas cortadas em bocados grandes e batatas novas pequeninas. Deixei cozer 10 minutos andes de juntar o cação previamente temperado com sal. Mais 8 minutos de cozedura e juntei-lhe uns camarões já cozidos, que apenas deixei ao lume o tempo suficiente para igualarem a temperatura do restante preparado. Isto é, aproximadamente 2 a 3 minutos.
Tarte de abóbora

Finalmente resolvi participar na iniciativa do Hemc5, que desta vez tem por tema a abóbora, com uma receita inventada por mim, embora esta questão da originalidade seja sempre relativa.

Tarte de Abóbora
Comecei por cozer 1 chávena de arroz em bastante água, a que juntei 2 cravinhos e 2 cascas de limão. Depois de cozido deixei a escorrer num passador. À parte, fiz uma calda fraca com 1 chávena de chá de açúcar amarelo e um pouco de água a que juntei cerca de 750 g de abóbora cortado aos bocados e um pau de canela. Deixei a abóbora cozer e que ao mesmo tempo a água se fosse reduzindo. Retirei o pau de canela e triturei o preparado com a varinha mágica. De seguida, juntei-lhe uma colher de chá de canela em pó, raspa de limão e 1/2 colher de chá de essência de baunilha.
Adicionei a abóbora ao arroz, acrescentando depois duas gemas de ovos. Por último, misturei as duas claras em castelo. Coloquei o creme numa tarteira previamente forrada de massa (250 g de farinha, 125 g de margarina, 5 colheres de sopa de água, sal) e levei ao forno cerca de 45 minutos.
domingo, novembro 05, 2006
Almofadinhas de camarão com queijo feta
A minha mãe tinha por hábito fazer a massa folhada em casa, quando ainda não existiam as possibilidades que hoje temos de ir a um supermercado e trazer um pacote de massa já preparada e congelada. Lembro-me mesmo que existia uma margarida especial para fazer folhados. Mas as actuais facilidades, em termos de consumo, nem sempre foram acompanhadas de uma melhoria na qualidade. A maior parte das marcas, talvez pelo tipo de de gordura que utilizam, não permitem obter uma massa folhada de sabor agradável e consistência estaladiça. Nesta receita fiz uso de uns quadradinhos da marca Bimbo, que têm a vantagem de já estarem estendidos e cortados, facilitando muito a rápida preparação de uma refeição, mas cuja qualidade também não se pode considerar excepcional.

Comecei por fazer um refogado com azeite e cebolinhas frescas, finamente picadas, a que juntei depois alguns camarões descascados, cebolinho picado e quadradinhos de queijo feta. Deixei apurar um pouco e depois de frio recheei os quadros de massa dando-lhes o formato final de trouxas. Foram ao forno previamente aquecido durante 15 minutos.

Comecei por fazer um refogado com azeite e cebolinhas frescas, finamente picadas, a que juntei depois alguns camarões descascados, cebolinho picado e quadradinhos de queijo feta. Deixei apurar um pouco e depois de frio recheei os quadros de massa dando-lhes o formato final de trouxas. Foram ao forno previamente aquecido durante 15 minutos.
Bolo de Laranja

O que distingue esta receita de bolo de laranja de outras é que nela se faz um uso integral deste tipo de fruta. Isto é, apenas se retiram os caroços e alguns filamentos que a laranja possa ter, aproveitando-se o restante. Como resultado obtém-se um bolo húmido, com um intenso sabor a laranja.
Bolo de Laranja
3 ovos; 1 copo de açúcar; 1 copo de óleo de milho; 1 laranja grande inteira sem caroços nem filamentos brancos e com a casca cortada aos bocados.
Bate-se tudo num copo misturador até obter um creme. Posteriormente passa-se este creme para um outro recipiente e junta-se-lhe:
2 copos de farinha; 1 colher de sopa de fermento.
Vai ao forno em forma de buraco ao meio (eu fiz numa forma de bolo inglês) untada e polvilhada de açúcar, durante 30 minutos, tendo o cuidado de não abrir a porta do forno durante a cozedura.
Nota: para evitar riscos ao retirar o bolo da forma forrei-a com papel vegetal que também untei e polvilhei.
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