domingo, janeiro 14, 2007

Pequenos empadões de peru

Continuando em tempo de aproveitamentos, chegou hoje o momento para reciclar uns restos de peito de peru assado, que tinha congelado no Natal.

Pequenos empadões de peru

Comecei por fazer um refogado com cebola picada e azeite a que juntei, quando a cebola já estava a alourar, 1/2 molho de coentros picados. Posteriormente adicionei o peru passado pela 123, 2 colheres de chá de caril e um pouco de leite para o preparado não ficar muito seco. Fiz um puré de batata a que juntei um ovo inteiro e um pouco de queijo parmesão ralado. De seguida, montei os pequenos empadões nas formas de tarte individuais, pincelei com gema de ovo e levei ao forno até alourar.

sábado, janeiro 13, 2007

Strudel de Atum II

Depois de uma semana em que não tive tempo de ir ao supermercado não eram muitas as opções. Lembrei-me, por isso, de um frasco atum de conserva que tinha comprado na loja do gourmet, do El Corte Inglês, o qual estava destinado a terminar num strudel, não neste, mas numa outra receita com uma massa mais trabalhadosa.

Strudel de atum

Massa: 300 g de farinha; 80 g de margarina derretida; 1 ovo inteiro; sal; água q.b.

Amassar bem todos os ingredientes e deixar repousar durante 20 a 30 minutos.

Recheio: 4 batatas grandes cortadas aos cubos; 1 lata de azeitonas pretas cortadas aos bocadinhos; 1 frasco de atum (300 g); 2 pacotinhos que queijão parmesão ralado; 1 ovo inteiro; 2 colheres de chá de 'Permesan Blend' da Oil and Vinegar; 1 ramo de cebolinho picado, sal q.b.



Comecei por cozer as batatas durante 10 minutos em água temperada com sal. Depois, deixei-as escorrer e arrefecer um pouco, dentro de um passador. A seguir, juntei às batatas os restantes ingredientes.

Estendi a massa, dando-lhe a forma de rectângulo. No centro deste coloquei-lhe o recheio e de seguida enrolei-o na massa. Retirei o rolo com cuidado, da pedra onde tinha estendido a massa, e virando-o ao contrário coloquei-o no tabuleiro do forno. Por último, decorei com os restos de massa, pincelei com gema de ovo e levei ao forno durante 20 a 25 minutos.

domingo, janeiro 07, 2007

Bolo Rei ou Bolo Rainha?


Desde que antes do Natal comemos um Bolo Rainha que nos soube muito bem, temos procurado comprar este bolo em vários locais o que nos tem conduzido a produtos com características muito diferentes, uns melhores que outros. Por isso, a minha mãe que todos os anos, nesta época, faz Bolo Rei resolveu este ano condescender e fazer um bolo com menos frutas cristalizadas, mas que não sei se lhe poderei chamar Bolo Rainha uma vez que ela não resistiu em introduzir-lhe uma cerejas cristalizadas. Contudo, a receita que vou transcrever é a que habitualmente a minha mãe faz, sempre com grande quantidade de frutas embebidas previamente numa dose também bastante generosa de Vinho do Porto.
Bolo Rei
750 g de farinha; 30 g de fermento de padeiro; 4 ovos; 100 g de frutas secas; 150 g de frutas cristalizadas; 1 dl de Vinho do Porto; 150 g margarina; 150 g de açúcar; raspa da casca de 1 laranja; raspa da casca de 1 limão; 1 colher de sobremesa rasa de sal refinado.
Picam-se as frutas (secas e cristalizadas) e colocam-se de molho nas bebidas. Dissolve-se o fermento num pouco de água tépida e com uma chávena de farinha , retirada do total, prepara-se o fermento que se deixa levedar durante 15 minutos. Entretanto, bate-se o açúcar com a margarina e as raspas do vidrado da laranja e do limão. Juntam-se os ovos, um a um, batendo sempre muito bem, entre cada adição e junta-se depois o fermento anteriormente preparado. Quando tudo estiver bem ligado, adiciona-se a restante farinha peneirada com o sal. Amassa-se tudo muito bem, de maneira a obter uma massa homogénea e elástica. Adicionam-se as frutas com o vinho, volta amassar-se e molda-se uma bola que se envolve em farinha e se deixa levedar, dentro de um alguidar ou tigela bem tapada, com um cobertor, durante 4 a 5 horas.
Quando a massa dobrar de volume, moldam-se um ou mais bolos, colocam-se num tabuleiro untado e faz-se um buraco ao meio, colocando nele uma tira de papel grosso a fazer o redondo ou uma lata redonda forrada de papel vegetal. Deixa-se levedar por mais 1 hora. Pincelam-se os bolos com gema de ovo e enfeitam-se por cima com frutas cristalizadas e secas, enterrando-as ligeiramente na massa. Vai a cozer em forno não muito quente. Depois de cozido pincela-se novamente o bolo com uma geleia diluída num pouco de Vinho do Porto.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Mendiants


O meu marido ofereceu-me, há algum tempo atrás, um livro de Jean-Paul Hévin, Paraíso do Chocolate. As receitas são todas muito inspiradoras, mas de preparação difícil por causa da necessidade de controlar, com muito rigor, a temperatura a que se deve trabalhar o chocolate, a qual também varia em função da sua qualidade.
Como sei que o meu colega do Avental do Gourmet tem formação nesta matéria aguardo as suas críticas, para poder melhorar os meus chocolates.

Mendiants

Derreti em banho-maria 250 g de chocolate (Lindt para cozinha, com 70% de cacau). Tive o cuidado de colocar o chocolate, partido aos bocadinhos, num recipiente de vidro, que não chegava a tocar a água que coloquei no tacho sobre o qual esta tigela de vidro se encaixou. Quando o chocolate estava quase todo derretido retirei-o no lume e misturei-o de forma a obter um creme homogéneo. De seguida, coloquei-o sobre uma taça com água quente, tendo também o cuidado do recipiente de vidro que continha o chocolate não tocar a água.
Com ajuda de uma colher de chá coloquei pequenos montinhos de chocolate sobre uma folha de papel de alumínio, espalhando-os até lhes dar a forma de pequenos círculos. Com o chocolate ainda brando coloquei sobre eles pedacinhos de frutos secos e laranja cristalizada.

Docinhos de batata doce


Com um resto de recheio de empanadilhas que me tinha sobrado do Natal e que eu tinha congelado, experimentei fazer uns pequenos docinhos.

Docinhos de batata doce

750 g de polme de batata doce, 250 g de açúcar, raspa da casca de 2 limões, 5 colheres de chá de canela em pó.

Mistura-se o polme da batata doce com o açúcar, a canela e a raspa de limão. Rectificam-se os temperos em função do gosto de cada um. Não esquecer que para se obter 750 g de polme se deve cozer 1 kg de batata doce. Com a ajuda de farinha tendi umas bolinhas, que depois passei por amêndoa laminada e levei ao forno pré-aquecido a 200ºC apenas o tempo suficiente para alourar as amêndoas.

Tartes de bacalhau, salmão fumado e ovas


Esta receita foi uma invenção minha, claro que muito influenciada pelas revista francesas que adoro comprar, mas também resultado da enorme preguiça que tive em ir ao supermercado nos últimos dias do ano. Assim, resolvi dar asas à imaginação e aproveitar o que tinha em casa. O resultado final foi bastante apreciado!

Pequenas tartes de bacalhau, salmão fumado e ovas

Fiz um molho bechamel espesso, usando para o efeito leite e um pouco de água de cozer o bacalhau. Temperei-o de noz-moscada e juntei-lhe uma pequena posta de bacalhau em lascas pequenas, 100 g de salmão fumado cortado em pedacinhos e um pote pequeno de ovas pretas. Misturei tudo e rectifiquei o sal.
À parte, fiz uma massa de tarte (250 g de farinha, 125 g de margarina, sal e 5 colheres de sopa de água) que deixei descansar no frigorífico durante duas horas. Forrei as tarteiras individuais com esta massa e coloquei no centro o creme que já se encontrava frio. Levei ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 20 minutos.

Crocantes de frutos secos


Desta vez a minha fonte de inspiração foi a revista Saveurs, em particular o seu número especial dedicado às festas natalícias, onde encontrei uma reportagem sobre a gastronomia marroquina.
Crocantes de frutos secos
Comecei por alourar os frutos secos (20 g de avelãs, 20 g de pinhões, 20 g de nozes, 20 g de pistáchios não salgados e sem pele,20 g de amêndoas laminadas) numa frigideira com 1 colher de sopa de azeite. As amêndoas laminadas só as coloquei no fim para que não ficassem excessivamente torradas. Retirei os frutos secos da frigideira e coloquei-os sobre papel absorvente, para que este absorvesse o excesso de gordura. Em seguida, triturei os referidos frutos na 123 e à 'farinha' obtida juntei 1 colher de sopa de azeite, 20 g de corintos, 20 g de figos secos picados e 20 g de casca de laranja cristalizada também picada.



À parte misturei numa frigideira 3 colheres de sopa de azeite com uma colher da calda que me tinha sobrada das laranjas cristalizadas, levando a mistura ao lume durante alguns minutos. Com ela pincelei folhas de massa filo, sobrepondo duas folhas que depois cortei em quadros de 10x10 cm. No centro destes quadrados coloquei uma bola do preparado anterior. Dobrei a massa e levei as trouxinhas ao forno pré-aquecido durante durante
5 a 6 minutos.

Compota de laranja com cardamomo


Com as laranjas que sobraram da anterior preparação resolvi fazer uma compota, seguindo para esse efeito também uma receita do blogue Le Pétrin.

Compota de laranja com cardamomo

Depois de descascar as quatro laranjas separei-as em gomos, retirando-lhes cuidadosamente todas as peles brancas e películas. Pesei a quantidade final de polpa, coloquei-a num tacho grande juntamente com 80% do seu peso em açúcar e levei ao lume com uma colher de café de cardamomo em pó. Mexi delicadamente e levei à ebulição durante 15 m, depois baixei o lume e deixei ferver lentamente, com o tacho descoberto, mais 30 m. No final, deitei-lhe 50 ml de Cointreau.

Cascas de laranja cristalizadas


Depois do sucesso que as orangettes tiveram cá em casa resolvi investir um pouco mais de tempo e trabalho na preparação de cascas de laranja cristalizadas, para deste modo ficar com ingredientes para uma nova dose das ditas orangettes, uma vez que as cascas de laranja cristalizadas que se compram nos supermercados não apresentam grande qualidade. A receita que utilizei foi recolhida no excelente blogue Le Pétrin.

Cascas de laranja cristalizadas

Comecei por cortar os topos de 4 laranjas (biológicas) previamente lavadas. De seguida, com uma faca afiada fiz-lhes quatro incisões verticais de modo a soltar bocados inteiros de casca de laranja. Coloquei as cascas num tacho, cobertas por água fria a que acrescentei 1 colher de café de sal, levando depois a água à ebulição. Deixei ferver 5 m e depois retirei as cascas e passei-as rapidamente por água fria. Repeti esta opreação por mais 3 vezes, mas agora sem colocar sal.
Cortei os bocados de laranja em palitos com cerca de 0,5 cm de espessura, pesando-os em seguida. Num tacho coloquei ao lume o mesmo peso das cascas, em açúcar e em água. Quando a calda começou a ferver deitei no tacho as cascas de laranja e deixei ferver 5 m. Apaguei o fogo e deixei arrefecer 20 m. Repeti este processo mais duas vezes.
No dia seguinte, voltei a deixar ferver as cascas na calda durante mais 5 m, reduzindo depois a intensidade do fogo para que as cascas fossem cristalizando lentamente, isto é, até ficarem translúcidas e apenas restar no tacho um copo pequeno de calda. Deixei arrefecer completamente e de seguida coloquei-as numa grelha para secarem. Usei para o efeito uns espetos de madeira.

Com a principal matéria prima disponível voltei a fazer novas orangettes, desta vez tendo mais cuidado com o processo de fusão do chocolate. Não segui as indicações dos mestres chocolateiros, mas procurei escolher um chocolate de boa qualidade (Lindt para cozinha com 70% de cacau)que coloquei num recipiente de livro sobre um tacho com água quente, procurando contudo que a água não tocasse o recipiente e que o tempo de exposição à fonte de calor fosse o minímo possível. De seguida,e após o chocolate estar todo derretido coloquei a taça sobre uma outra com água quente, para conseguir manter a temperatura mais ou menos constante durante a fase de envolver as cascas da laranja no chocolate.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Tarte de requeijão


Esta tarte de requeijão é deliciosa.

Tarte de requeijão

Massa: 250 g de farinha, 125 g de margarina, 5 colheres de sopa de água, sal q.b..

Recheio: 400 g de requeijão de ovelha, 200 g de açúcar, 4 ovos, 3 colheres de sopa de natas, 1 mão cheia de miolo de amêndoa, 1 mão cheia de corintos, 1 colher de chá de canela em pó, raspa da casca de 1 limão.

Junta-se o requeijão às natas e mexe-se até ficar uma mistura fofa e homogénea. Adiciona-se o açúcar com a canela. Em seguida, juntam-se o miolo de amêndoa pelado e ralado e os corintos que devem ter estado de molho em Vinho do Porto. Mistura-se tudo bem e adiciona-se o vidrado de limão e as gemas. Por último, juntam-se as claras em castelo, envolvendo-as com cuidado na restante massa. Coloca-se esta mistura na tarteira que já deve estar forrada com a massa e leva-se ao forno cerca de 25 minutos.

Bola de leitão assado


Esta bola de leitão foi o contributo do meu pai para o almoço de dia de Natal, que a baptizou desta vez por 'Bola das Três Beiras'. A receita da massa já anteriormente foi aqui referida quando apresentei uma bola de bacalhau.

Bola de leitão assado
Massa: 500 g de farinha, 5 ovos, 1 chávena de azeite, 50 g de fermento de padeiro, sal.

Desfaz-se o fermento com um pouco de água morna e uma colher de chá de sal, amassando com 100 g de farinha que se retiram dos 500 g. Faz-se o fermento como se fosse para pão e deixa-se levedar, agasalhando o recipiente, o que deve levar cerca de 30 minutos. Juntam-se os ovos ao azeite e batem-se ligeiramente. Adicionam-se à mistura anterior, já levedada, juntando a pouco e pouco a restante farinha e amassando como se fosse pão. Tapa-se a massa e deixa-se levedar durante 1 hora, ou até que dobre de volume.

Recheio: 2 colheres de sopa de margarina, 1 cebola grande, 1 molho de salsa, leitão assado q.b..

Parte-se a carne aos bocados, tirando-lhe todos os ossos. Faz-se um refogado com a cebola picada e quando esta está loura acrescenta-se a salsa também picada. Junta-se a carne e deixa-se um pouco ao lume a tomar gosto. Unta-se um pirex de ir à mesa e ao forno com margarina. Espalha-se na base metade da massa e sobre esta coloca-se o recheio. Por último coloca-se a restante massa e pincela-se com gema de ovo. Vai ao forno cerca de 35 a 40 minutos.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Trouxinhas de peixe e camarão


Como o ano passado tinha feito um souflé de bacalhau este ano resolvi preparar um prato diferente para a noite de Natal, mas tendo sempre como precupação que fosse algo muito ligeiro. Assim surgiram estas trouxinhas!

Trouxinhas de peixe e camarão

Comecei por cozer de véspera 0,5 kg de camarão e à parte duas boas postas de pescada. Deixei arrefecer antes de os preparar, tirando as cascas aos primeiros e limpando de peles e espinhas as segundas. Fiz um molho bechemel, substituindo parte do leite pela água de cozer os camarões, juntando-lhe depois os camarões cortados aos bocadinhos e o peixe às lascas. No dia seguinte, pouco antes do jantar, pincelei 3 folhas de massa filo com manteiga derretida, por cada dose individual. Revesti com elas tacinhas de pirex e no centro coloquei 2 colheres de recheio que tinha previamente aquecido. Apertei a massa ligeiramente e levei ao forno previamente aquecido durante alguns minutos, apenas o suficiente para a massa alourar e ficar estaladiça. Retirei-as das taças e servi com uma salada.

Os perus da marca Sadia


Há alguns anos atrás, durante um período em que vivi no Brasil, descobri uma marca de carnes e fiambres muito boa: a Sadia. Os perus desta marca que se compravam no Natal tinham a particularidade de virem com um mecanismo que disparava quando o peru estava cozido, para além de virem extremamente bem preparados e serem muito gostosos. Depois de muitos anos sem ter acesso a um destes bichos, este ano surpreendentemente os meus pais encontraram-nos à venda no Makro, e desta vez com origem alemã. A receita que segui para a sua preparação foi-me dada por uma amiga que também viveu no Brasil e que os costumava preparar no Natal e Ano Novo.
Tive apenas um pequeno problema, não me apercebi a tempo que o termómetro instalado utilizada um mecanismo diferente daqueles a que estava habituada, tendo por isso ficado à espera que ele disparasse o que não aconteceu e deu origem, por sua vez, a um certo bronzeamento das pernas do peru.

Peru assado à moda da Nelly


Depois de descongelado coloquei o peru numa assadeira. Fiz um recheio com carne de vitela, carne de porco, castanhas cozidas, bacon aos bocadinhos, maçã reineta cortada aos bocados, banha, ervas, noz moscada, sal e pimenta, tudo misturado até formar uma pasta bem temperada com a qual enchi o peito do animal, cozendo de seguida abertura para que o recheio não saísse durante a cozedura e também para ficar mais apresentável. Depois untei o peru com manteiga e tapei-o com fatias de bacon finihas, levando-o de seguida ao forno (180ºC) durante 1 h e 30 m. Passado esse tempo retirei o bacon e deixei o peru alourar durante mais 1 hora, pincelando-o frequentemente com a calda de uma lata de pêssegos a que juntei um pouco de sal e a que fui adicionando também a gordura do bacon que tinha ficado na assadeira.

Empanadilhas


Para mim os repastos de Natal não têm obrigatoriamente que incluir bacalhau ou peru assado, mas em contrapartida as empanadilhas não podem estar ausentes. É uma tradição familiar, com origens algarvias, que mantemos ano após ano. As que vou apresentar foram feitas pela minha tia, sendo que a minha contribuição se reduziu ao processo de fritura, que também tem a sua técnica, e a passá-las por açúcar com canela. Para nós este é inquestionavelmente o melhor que se pode comer nesta época.

Empanadilhas
Recheio: 750 g de polme de batata doce, 250 g de açúcar, raspa da da casca de 2 limões, 5 colheres de chá de canela em pó.

Mistura-se o polme da batata doce com o açúcar, a canela e a raspa de limão. Rectificam-se os temperos em função do gosto de cada um. Nota: o recheio deve ser feito de véspera, não esquecendo que para se obter 750 g de polme se deve cozer 1 kg de batata doce.

Massa: 1 kg de farinha de trigo, 1 cálice grande de aguardente, sumo de 3 laranjas, 200 g de banha, sal e água.


Peneira-se a farinha para um alguidar, faz-se uma cova ao centro e deita-se a banha derretida, fria ou morna, o sumo das laranjas e a aguardente. Misturam-se estes ingredientes. Amassa-se muito bem com a ajuda de água morna temperada de sal. Sova-se a massa de modo a esta ficar macia e fina e começar a fazer bolhas. Rectifica-se o sal antes de terminar de amassar. Tapa-se com um pano e deixa-se descansar 15 m antes de tender as empanadilhas. Nota: começa a amassar-se com 0,5 kg e só depois, de forma gradual, se vai juntando a restante farinha.

Sobre uma pedra de cozinha estendem-se bocados de massa, tendo o cuidado de a deixar muito fina. Coloca-se um bocadinho do recheio sobre a massa e corta-se a empanadilha em forma de meia lua com a ajuda de uma carretilha. Fritam-se em óleo quente, deitando por cima colheres do referido óleo para que elas levantem. Ainda mornas passam-se por uma mistura de açúcar e canela.

Espetadinhas de camarão com maçã


Depois de muito 'pensar' sobre o que fazer de entrada para o almoço de Natal, mas ao mesmo tempo estando a minha imaginação limitada pelos ingredientes que tinha em casa, acabei por, à última hora, 'inventar' esta receita.

Espetadinhas de camarão com maçã

Em espetos de madeira, enfiei alternadamente camarão cozido descascado e peadaços de maçã reineta. À parte fiz um molho bechamel a que incorporei os sucos que obtive das cabeças e restantes cascas dos camarões depois de espremidos num pano. Deitei colheradas deste molho sobre as espetadas, polvilhei com queijo ralado e levei ao forno a alourarem. Acompanhei com salmão fumado e ovas de peixe.

Fiambre em caixa de massa


Esta receita de fiambre foi recolhida do livro Receitas Escolhidas , da Maria de Lourdes Modesto. Em termos visuais, ela resulta num prato com boa apresentação, que ao tempo é fácil preparar e gostoso.

Fiambre com Vinho do Porto em caixa de massa

1 fiambre de 1kg; 250 g de farinha; 3 gemas; 80 g de manteiga; 2 colheres de sopa de azeite; sal; 1 dl de água; 2 dl de Vinho do Porto mais 2 colheres de sopa.

Comecei por colocar o fiambre de molho durante 1 hora. Depois escorri-o e introduzi-o num tacho que a seguir enchi com água fria. Levei-o ao lume até levantar fervura. Voltei a retirar o fiambre, escorrê-lo e secá-lo. Num tacho limpo, deitei 2 dl de Vinho do Porto e o fiambre, deixando-o estufar muito lentamente. Virei-o regularmente para ele ir ganhando cor de forma homogénea. Esta operação durou cerca de 30 m. Deixei arrefecer o fiambre antes de o retirar do tacho e secar.

À parte preparei a massa com a farinha, manteiga, azeite, gemas de ovos, sal e água, esta última na quantidade suficiente para obter a consistência adequada. Deixei a massa descansar 2 horas. Passado esse tempo estendi-a e enrolei com ela o fiambre, tendo o cuidado de fazer um pequeno orifício na parte superior onde depois coloquei uma chaminé de cartão. Como a época é natalícia decorei o fiambre com pequenas estrelas de massa. Depois de terminada esta decoração pincelei-o com gema de ovo batida e levei-o ao forno (180ºC) durante 1 hora. À saída do forno deitei as 2 colheres de sopa de Vinho do Porto pelo orifício e tapei-o de seguida com uma estrela de massa que preparei à parte para este efeito.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Copos de fruta



Hoje, depois de um dia de excessos alimentares, estou sem coragem para descrever o que preparei para estas festas, por isso registo apenas aqui os inofensivos copos de frutas que fizeram parte do almoço de dia de Natal. Amanhã dedicarei a minha atenção às outras iguarias.

sábado, dezembro 23, 2006

Broas de espécie


Estas broas dão um bocadinho de trabalho a preparar, mas o resultado vale bem a pena!

Broas de espécie

250 g de açúcar; 125 g de coco ralado; 5 gemas de ovos; 500 g de puré de batata doce; 125 g de amêndoa sem pele, moída; raspa da casca de 2 laranjas.

Põe-se o açúcar ao fogo com um pouco de água até atingir um ponto não muito forte. Deita-se nele o polme da batata doce, o coco, a amêndoa ralada, mexendo sempre até se obter uma massa grossa e consistente. Por fim, deitam-se as gemas e volta ao lume para as cozer. Deixa-se a massa descansar de um dia para o outro.
Tendem-se as broas com as mãos e colocam-se num tabuleiro polvilhado de farinha. Pincelam-se com gema de ovo e levam-se ao forno.

Orangettes

 
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Na última sexta-feira, comprei na pastelaria Cistér, em Lisboa, umas laranjas semi-cristalizadas, envolvidas em chocolate. Elas tiveram um enorme sucesso cá em casa, de tal forma que as ditas laranjas, que eu tinha comprado a pensar na consoada, já desapareceram todas, devoradas por bocas gulosas. Por isso, resolvi experimentar uma receita que encontrei numa revista francesa. Daí o nome orangettes.

Orangettes
2 laranjas grandes; 150 g de chocolate preto; 200 g de açúcar

Depois de lavar bem as laranjas e de lhes cortar as extremidades fiz quatro incisões suficientemente profundas para me permitirem tirar-lhes a casca. Cortei a casca em pequenos palitos que sujeitei a uma fervura de 5 minutos. Escorri as laranjas e deitei fora a água. Num tacho coloquei ao lume o açúcar com 15 cl de água a que posteriormente adicionei as laranjas. Deixei ferver em lume muito suave durante cerca de 1 hora, deitando um pouco mais de água sempre que o ponto do açúcar se tornava muito forte. Passado este tempo apaguei o lume e deixei as laranjas arrefecerem na calda.

À parte derreti em banho-maria 150 g de chocolate preto onde depois mergulhei as laranjas, tendo para isso a ajuda de um garfo de fondue. Procurei que o excesso de chocolate escorresse para os bordos do recipiente para depois depositar as tiras de laranja sobre uma placa de papel de alumínio. Logo que o chocolate solidificou retirei-as do papel e guardei-as.
Nota: o maior problema com que me deparei foi o de conseguir manter constante a temperatura do chocolate, depois de fundido, de tal forma que não se registassem alterações na textura, o que acabou por acontecer com as últimas tiras de laranja.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

BOAS FESTAS

 
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Desejo a todos os que visitam este blogue um Feliz Natal