domingo, março 04, 2007

Bolo de chocolate com Rum (microondas)


Depois do sucesso que obtive em Dezembro com um Bolo de Chocolate feito no microondas, resolvi agora experimentar uma outra receita que encontrei na revista Cuisine et Vins de France, nº 114, Feb/Mar. Entre as duas existem pequenas diferenças, não só nas quantidades dos ingredientes como também nos tempos de cozedura.
Bolo de chocolate e rum
150 g de chocolate negro amargo; 3 ovos; 125 g de açúcar em pó; 125 g de manteiga; 50 g de farinha; 2 colheres de sopa de rum; 2 colheres de sopa de noz mosacada ralada.
Cortar o chocolate aos bocadinhos e fazê-lo derreter, conjuntamente com a manteiga, em banho-maria ou no microondas. No final, misturar bem os dois ingredientes para obter um creme homogéneo. À parte, bater bem os ovos com o açúcar, misturando depois a farinha, o rum e o chocolate com a manteiga.
Colocar a mistura numa forma de silicone e levar a cozer no microondas durante 3 minutos a 750 W. Deixar repousar 3 minutos e ligar novamente o microondas outros 3 minutos. Por fim, deixar repousar 10 minutos antes de desenformar. Polvilhar com côco ralado e servir morno ou frio.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Pastelinhos de banana

Continuo a ter como fonte de inspiração o mesmo livro de receitas, Cozinha Indo-Portuguesa. Já comprei este livro há alguns anos, mas só agora começo a aventurar-me em algumas novas experiências ...

Pastelinhos de banana
6 bananas maduras; açúcar até metade do peso das bananas; canela. Massa: 250 g de farinha; 1 colher de chá de manteiga; água q.b.
Comecei por fazer uma calda de açúcar em ponto pérola onde coloquei as bananas partidas aos bocados. Deixei ferver até as bananas ficarem desfeitas, mas mexendo com frequência para evitar que o doce pegasse ao fundo do tacho. Logo que o doce engrossou retirei do lume e deixei arrefecer, juntando um pouco de canela em pó. Amassei a farinha com a manteiga e a água, até obter uma massa homogénea e elástica. Estendi a massa com um rolo de madeira de forma a que esta ficasse bastante fina. Cortei rodelas de massa com a ajuda de um copo e recheei com o doce da banana. Levei ao forno (200ºC) cerca de 5 a 10 minutos. Podem servir-se quentes ou frios.
Nota: é importante fechar bem os pastéis para evitar a saída do doce durante a cozedura, por outro lado o tempo de forno deve ser muito controlado uma vez que com a continuação os pastéis mostraram tendência para abrirem e perderem parte do doce. Por outro lado, também importa referir a necessidade da massa ficar muito fina, caso contrário os pastéis não ficarão agradáveis.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Repolho recheado com camarão

Esta semana continuei a ter como fonte de inspiração o livro de Maria Fernanda N. da Costa e Sousa, intitulado Cozinha Indo-Portuguesa - receitas da bisavó, onde se encontram recolhidas 'receitas tradicionais de cozinhados goeses e de doçaria conventual além de algumas receitas originais e de iguarias de Damão e Diu'. Desta vez resolvi experimentar uma receita de repolho recheado.

Repolho recheado com camarão

1 repolho lombardo grande; o,5 kg de camarão descascado; 3 chalotas; 3 cebolas; 3 tomates; 1 ou 2 malaguetas; azeite; salsa; sal q.b.

Comecei por preparar o recheio de camarão, fazendo para esse efeito um refogado com azeite e chalotas picadas. Deixei apurar antes de adicionar os camarões descascados e, por fim, um pouco de salsa picada. Por último rectifiquei o sal.


Lavei o repolho e cortei uma tampa na base. Com a ajuda de uma faca escavei o interior até obter uma espécie de taça. Coloquei o recheio de camarão neste espaço e voltei a colocar a tampa, ajustando-a com a ajuda de palitos de madeira. Num tacho grande fiz um refogado com azeite e cebola, que deixei alourar. Acrescentei depois os tomates, cortados aos bocados, e já sem pele nem grainhas. Deixei cozinhar até que se formasse um molho de tomate. Coloquei o repolho dentro do tacho e adicionei um pouco de água, sal e as malaguetas. Deixei ferver em lume lento durante 1 hora, até o repolho amolecer.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Espetadas de frango

Estas espetadas foram inspiradas num livro de Petiscos a que já fiz referência neste blogue, e têm, sem sombra de dúvida, influência oriental. Mas, eu introduzi um elemento genuinamente português: os palitos do Lorvão. Segundo a tradição, o fabrico de palitos no Lorvão, vila que dista cerca de 7 km de Penacova, teve a sua origem no mosteiro do mesmo nome. De início eram feitos pelas freiras para decorar os bolos e os doces, depois começaram a ser usados com fins mais práticos. O que caracteriza estes palitos, elaborados manualmente, são as decorações feitas a partir da própria madeira, por vezes com grande pormenor e riqueza de adornos.

Espetadas de frango

Coloquei pedacinhos de peito de frango a marinar numa mistura preparada com alho moído, sal, azeite, vinagre, filamentos de açafrão e um pouco de água quente. Deixei o frango ganhar sabor durante cerca de 2 horas. Depois, fritei os pedacinhos de frango em azeite e quando frios coloquei-os nos espetos. Foram posteriormente ao forno, durante cerca de 5 minutos.
Acompanhei estas espetadas com as saladas de cenoura e batata que referi na entrada anterior.

Outras influências

Hoje resolvi investir um pouco mais de tempo nos acompanhamentos de umas espetadas de frango, a que farei referência na próxima entrada. Preparei umas cenouras de conserva, seguindo uma antiga receita algarvia, que a minha mãe faz com muita frequência, e umas batatas confeccionadas com vários condimentos, cuja receita é uma adaptação do Baji de Batata, referido no livro Cozinha Indo-Portuguesa, de Maria Fernanda N. da Costa e Sousa. Os sabores exóticos destes dois acompanhamentos são um testemunho da influência que a gastronomia de outros povos e culturas ainda continuam a ter na nossa dieta alimentar diária.

Conserva de cenouras

Pelar as cenouras e cortar em rodelas não muito finas. Colocar a cozer num tacho com água e sal. Retirar do lume quando as cenouras ainda estão firmes. Escorrer bem a água e temperar de seguida com alho laminado, cominhos em pó, azeite e vinagre. Tapar o tacho, agitar para que os temperos se distribuam de forma uniforme, e deixar arrefecer. Servir a salada fria como acompanhamento.

Batatas com coentros e açafrão

Descascar e cortar 0,5 Kg de batatas aos cubos. Num tacho colocar óleo de milho e, quando bem quente, deitar 1 colher de chá de sementes de mostarda e 1 colher de chá de sementes de cominhos. Logo que comecem a estalar deitar 1 cebola grande picada, as batatas escorridas, 1/2 colher de chá de pó de açafrão-das-índias e um pouco de água.
Tapar o tacho e deixar cozer. De vez em quando sacudir o recipiente. Quando as batatas estiverem quase cozidas adicionar 1/2 ramo de coentros picados. Nota: é preciso ter cuidado com a quantidade de água para que no final as batatas não fiquem com molho, mas apenas húmidas. Podem comer-se quentes ou frias.

domingo, fevereiro 18, 2007

Quadrados de castanhas, com erva-doce e canela

Deveria talvez designar estes quadrados por Brownies de castanhas, mas prefiro fazer uso de uma terminologia mais conservadora. À partida, não existia nenhuma receita para seguir, mas tinha presente os aromas e sabores que costumam ligar bem com o puré de castanhas. Foi esse o caminho que segui! Fui juntando os diversos ingredientes e ao mesmo tempo provando o creme para tentar perceber o que lhe estava a faltar. Por outro lado, como o meu objectivo era fazer um bolo que fosse cozido em tabuleiro e depois cortado aos quadrados, procurei não me exceder na gordura, nem nos líquidos, para que no final tivesse um creme mais ou menos consistente.

Quadrados de castanhas, com erva-doce e canela

600 g de castanhas congeladas (sem pele); 100 g de amêndoas raladas (sem pele); 1 chávena de chá de leite gordo; 2/3 de chávena de azeite com baixo grau de acidez; 1 chávena de chá de açúcar amarelo; 4 ovos; 1 colher de sopa de erva-doce moída; 1 colher de sopa de canela; 2 colheres de sopa de cacau amargo; 1 colher de chá de essência de baunilha.

Comecei por cozer cerca de 600 g de castanhas congeladas (sem pele). Como ainda não comprei um passe-vite optei por as reduzir a puré, com a ajuda da 123. À partida, esta não seria a melhor solução, mas acontece que acabou por funcionar bem exactamente pelos bocadinhos de castanha inteira que no final permaneceram, os quais acabaram por ser uma mais valia em termos visuais e de textura.


Juntei depois ao puré de castanhas os restantes ingredientes, deixando para o fim a adição das claras em castelo. Coloquei num tabuleiro, forrado com papel vegetal (para bolos), e levei ao forno cerca de 15 a 20 minutos. Desenformei e deixei arrefecer. Posteriormente, cortei o bolo aos quadrados e com a ajuda de um passador de rede polvilhei metade do bolo com icing-sugar e a outra metade com cacau em pó. Depois, foi só ensaiar as várias combinações possíveis! Já me estava a esquecer de dizer que ficaram muito bons ...

Chocolate, chocolate, chocolate ...

Não há nada melhor que uma fatia de bolo de chocolate e um bom chá! Como sou grande apreciador de chocolate preto prefiro os bolos com pouco açúcar, nada de farinha, mas com muito chocolate. É exactamente por isso que esta é minha receita favorita.

Bolo de chocolate
150 g de chocolate Valor para uso culinário; 100 g de manteiga; 100 g de açúcar; 100 g de amêndoa ralada (sem pele); 4 ovos; 2 colheres de café de fermento em pó.
Cobertura: 100 g de chocolate; 1/2 copo de natas; 50 g de manteiga.
Bater as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Juntar o chocolate derretido em banho-maria com a manteiga, a amêndoa e o fermento. Por último, adicionar as claras batidas em castelo. Colocar numa forma untada e polvilhada de farinha e levar ao forno, a uma temperatura média, durante 20 a 30 minutos.
Depois de pronto o bolo prepara-se a cobertura do seguinte modo: aquecer as natas até que comecem a ferver. Retirar do lume e juntar o chocolate, partido aos bocadinhos, e a manteiga. Bater até obter um creme homogéneo. Cobrir o bolo e deixar no frigorífico até o creme ficar mais consistente.

Para acompanhar este delicioso bolo escolhi um chá verde, Fleur de Geisha (Le Palais des Thés), e um livro cujo tema central são doces feitos à base de chocolate e café.

domingo, fevereiro 11, 2007

Fiambre em caixa de massa II


Esta receita é uma repetição do fiambre em caixa de massa que fiz na altura do Natal. Só que desta vez resolvi alterar a decoração e esqueci-me de colocar a chaminé, logo não tive como deitar o Vinho do Porto para dentro da massa quando o fiambre saiu do forno. De qualquer forma o fiambre estufou durante quase 1 hora em Vinho do Porto, o que o deixou com um magnífico sabor.

Massa filo enrolada, com recheio de maçã


Já há tempo que pensava fazer umas experiências com massa filo. Mas, como todas as receitas esta também resultou de uma série de leituras em livros e revistas de cozinha, que se acabaram por fundir para dar origem a esta sobremesa muito light, devido ao pouquíssimo açúcar que coloquei no recheio de maçã.
Massa filo enrolada com recheio de maçã
Comecei por fazer o recheio a partir de 5 maçãs reineta, que pelei e cortei aos bocadinhos. Coloquei-as num tacho com muito pouca água, raspa de limão, canela e 2 colheres de sopa de açúcar mascavado. Deixei ferver 10 a 15 minutos. Depois retirei do lume e deixei arrefecer.
À parte, untei uma tarteira com margarina. Com um pincel untei também, uma a uma, as folhas de massa filo com margarina derretida e recheei-as com o 'doce' de maçã. Enrolei com cuidado, para não rebentar, cada base de massa e fui preenchendo a forma de tarde a partir do centro para a periferia. Levei ao forno a 200º C durante 10 minutos com uma folha de alumínio por cima. Depois retirei a folha de alumínio e deixei a massa alourar durante 10 a 15 minutos. À saída do forno polvilhei com açúcar em pó e canela.

Pão de cebola


Este sábado, enquanto esperava por um fiambre em caixa de massa que estava no forno a assar, encontrei no livro da Maria de Lourdes Modesto, As Receitas Escolhidas, um Pão de Cebola relativamente fácil de preparar cuja receita resolvi experimentar. Apesar do resultado final ter sido um pão com sabor bastante agradável, penso que o facto de se utilizar cebola de cebola em pacote o vai deixar sempre um pouco salgado. Para a próxima vou utilizar a mesma massa e modo de preparação, mas alterar o recheio. Talvez utilize para o efeito uma pasta de azeitonas pretas com ervas da Provença.

Pão de cebola

350 g de farinha; 1 colher de café de sal; 1 colher de sopa de levedura instantânea (Fermipan); 2,5 dl de leite; 2 colheres de sopa de azeite; 1 pacote de sopa de cebola; 1 gema.

Misturar a farinha, o sal e o fermento. Adicionar o leite morno e o azeite. Amassar bem e colocar a massa num saco de plástico fechado. Deixar levedar em cima de uma tábua de madeira até a massa dobrar de volume. Estender a massa com as mãos, dando-lhe a forma de rectângulo. Espalhar por cima a sopa de cebola. Enrolar a massa e colocar numa forma de bolo inglês bem untada com margarina. Deixar levedar mais 15 minutos. Pincelar com uma gema diluída num pouco de água e levar ao forno quente (250 ºC) 20 a 30 minutos.

sábado, fevereiro 03, 2007

Pão de fiambre


Já há muito tempo que penso preparar este Pão de Fiambre. Há uns bons anos atrás, quando não existia pão de forma fatiado e sem côdea, e, o queijo também tinha de ser cortado em casa, posso-vos garantir que a realização desta receita implicava uma certa mão-de-obra. Hoje, não! Está tudo pronto a utilizar!

Pão de Fiambre

250 g fiambre em fatias; 1 pão de forma sem côdea; 200 g de queijo flamengo açoriano (Terra Nostra ou Pastor); 4 ovos; 3 dl de leite; sal q.b..

Prepara-se uma forma de bolo inglês, untando-a e forrando-a de papel vegetal que, por sua vez, também se unta de margarina caso não seja já papel especial para ser utilizado em cozinha. Forra-se a forma com as fatias de fiambre. Começa-se pelo fundo, onde se colocam fatias atravessadas e ligeiramente sobrepostas. Posteriormente, colocam-se as outras fatias, dos dois lados da forma e nas extremidades. Deve sobrar um pouco para no final virar e 'fechar' o pão.

Corta-se o pão à medida da forma e untam-se as fatias com manteiga. Coloca-se uma camada de fatias de pão, depois uma camada de fatias de queijo cortadas aos bocados para deste modo facilitar que os ovos e o leite penetrem todo o pão. Preenche-se a forma com camadas sucessivas de pão e queijo, devendo a última camada ser de pão. Batem-se os ovos inteiros com o sal e o leite, deitando depois, a pouco e pouco, esta mistura sobre o pão. Fecha-se o pão, sobrepondo as partes das fatias de fiambre sobrantes e leva-se ao forno cerca de 40 minutos. Pode ser necessário colocar um folha de alumínio por cima, para evitar que o fiambre fique muito seco. Antes de retirar deve espetar-se com um palito de madeira para verificar se o pão está 'seco'.

Deve deixar-se arrefecer um pouco antes de desenformar. Pode ser necessário retirar, com a ajuda de uma faca, bocadinhos de ovo coalhado que tenham ficado agarrados ao fiambre. Este pão tanto é agradável frio como morno.

Sopa de cogumelos e castanhas


Outro dia, num restaurante perto da praça das Flores, em Lisboa, comi uma sopa óptima de cogumelos. Hoje resolvi imitá-la, aproveitando também para utilizar umas castanhas congeladas que me sobraram no Natal.
Sopa de cogumelos e castanhas

Comecei por refogar uma cebola picada num pouco de azeite. Em seguida, juntei cerca de 300 g de cogumelos limpos e cortados aos bocados. Deixei que os referidos cogumelos começassem a cozer para acrescentar a água e aproximadamente 200 g de castanhas congeladas. Depois de ferver 15 minutos, moí a sopa com a varinha até obter um creme. No momento de servir, aqueci um pouco a sopa e adicionei-lhe 1/2 pacote de natas. Coloquei em canecas e decorei com caracóis de massa folhada, que me tinham sobrado de uns pastéis.

Bolos de garfo


Quando eu era criança, a minha mãe fazia com muita frequência os designados bolos de garfo. Como todas as receitas, esta teve a sua época e depois acabou por cair no esquecimento. Hoje, lembrei-me de a recuperar, o que me permitiu perceber como mudou a composição das gorduras utilizadas e como isso afecta a consistência das massas e obrigada a que se façam adaptações. Neste caso, quando voltar a fazer estes bolos reduzirei a margarina, assim como o açúcar que actualmente também me parece excessivo.

Bolos de garfo

125 g de açúcar; 125 g de manteiga; 250 g de farinha; 1 ovo

Amassam-se muito bem todos os ingredientes. Tendem-se pequenos bolos com a forma de croquetes que se enrolam em açúcar e depois se riscam por cima com um garfo. Colocam-se num tabuleiro polvilhado de farinha e vão ao forno (200ºC) durante cerca de 15 minutos.

domingo, janeiro 28, 2007

Desastres em torno de um bolo de chocolate e de laranja



Do ponto de vista gastronómico a semana que termina hoje foi um desastre, para o qual contribuiu certamente algum cansaço acumulado, provocado por outro tipo de tarefas. Para cozinhar preciso de ter tempo e energia, caso contrário as coisas não correm muito bem! Foi o que me aconteceu hoje com um bolo de chocolate, que resolvi fazer, adaptando uma receita já aqui colocada. Como tive preguiça de abrir o computador para dar uma olhadela à dita receita acabei for fazer uma série de variações a partir de uma base onde faltavam ingredientes. Resultado, em lugar de um bolo saíu do forno uma espécie de pudim, que até está agradável em termos de sabor, porque misturei na massa do bolo 3 colheres de sobremesa do doce de laranja que fiz no Natal. Agora, o aspecto do bolo depois de cozido é absolutamente deplorável! Mas a verdade é que este desastre acabou por se tornar um desafio.

Comecei por moldar, com a ajuda de uma colher de chá, uns pequeninos pastéis do 'bolo' de chocolate, que coloquei em colheres de porcelana. Depois, num dos cantos juntei um pouco do referido doce de laranja, procurando que em cada colher o doce incluisse um quadradinho de laranja cristalizada. No outro extremo da colher coloquei 3/4 de gomo de laranja fresca, sem pele.
Por incrível que pareça esta mistura resulta muito bem. Há uma continuidade de sabores, mas ao mesmo tempo o facto das texturas serem diferentes ajuda a criar contrastes que se tornam surpreendentemente agradáveis.

Sopa de verduras, lentilhas vermelhas e massa

Hoje senti necessidade de preparar uma sopa, que aquecesse um pouco a alma neste dia gélido. Aproveitei também para testar a máquina que comprei para cortar verduras, a qual permite fazer uma juliana mais perfeita.

Sopa de verduras, lentilhas vermelhas e massa

Cortei em palitos fininhos 1 cebola, 1 courgette, 2 cenouras e 1 batata média. Coloquei estes ingredientes numa panela com água e deixei ferver 15 minutos. Juntei depois 1 couve chinesa cortada em fatias muitos finas e uns pedacinhos de chouriço. Voltei a deixar ferver mais 5 minutos. Por último juntei, cerca de 100 g de lentilhas vermelhas e massa de cotovelo. Deixei ferver 12 minutos e no final adicionei 3 colheres de sopa de azeite.

domingo, janeiro 21, 2007

Caldeirada de borrego

Embora possa parecer que estou a atravessar um período de saudosismo relativamente a paladares africanos, não foi exactamente esse o motivo que me levou, este fim-de-semana, a fazer esta caldeirada de borrego à moda de Angola. A minha mãe sempre fez este prato com frequência, umas vezes com cabrito, como é tradicional, e outras com borrego. Eu não me recordo se em alguma ocasião o tinha tentado confeccionar, mas posso dizer que este é um daqueles pratos para os quais não basta seguir uma receita. É a experiência que dita se o resultado vai ser apenas comestível ou se pelo contrário vai permanecer na memória dos comensais, e no meu caso apercebi-me que tenho ainda um longo caminho para percorrer.

Caldeirada de borrego à angolana

1 a 2 Kg de borrego partidos aos bocados; 750 g de cebolas; 1 dl de azeite; 2 pimentos verdes; 3 dentes de alho; 1,5 a 2 l de vinho branco; 150 g de margarina; batatas q.b.; 1 kg de tomate maduro; louro e salsa q.b.; gindungo; sal.

Começar por fazer um refogado com azeite e cebola picada. Quando a cebola começar a alourar juntar a salsa também picada. Adiciona-se um pouco de água e tempera-se com sal. Posteriormente, coloca-se o borrego já partido neste líquido e deixa-se ferver até ficar quase cozido. Quando isso se verificar, retira-se o borrego da panela e deita-se fora o molho.

Coloca-se no fundo de um tacho grande, de preferência de barro, um pouco de margarina e de azeite. Forra-se todo o fundo do tacho com rodelas de batata da grossura de 1 cm, polvilha-se de sal e sobre elas coloca-se uma camada de carne, uma de cebola cortada às rodelas finas, tomate picado e limpo de pele e sementes, pimento verde às tiras, salsa, louro, sal, gindungo, bocadinhos de margarina e vinho branco. Renova-se sucessivamente, começando pelas batatas e acabando na margarina e no vinho branco. Nota: embora a carne seja cozida só no vinho, ele não deve ser deitado todo de uma vez, mas sim por duas ou três vezes.

Leva-se ao fogo em tacho tapado e deixa-se cozer em lume brando. Quando as batatas estiverem cozidas, está pronto.

Copos de abacate com Vinho do Porto e avelãs


Hoje resolvi fazer umas alterações à tradicional receita do creme de abacate, embora confesse preferir o creme temperado só com o açúcar e canela, sem a adição de Vinho do Porto. Mas, os paladares menos habituados ao sabor do abacate preferiram esta forma de o preparar.
Copos de abacate com Vinho do Porto e avelãs
Comecei por fazer uma creme de abacate e temperá-lo com açúcar e canela. Como os abacates disponíveis no mercado têm algum excesso de água na sua composição, juntei ao creme gelatina para tornar o creme mais consistente. A gelatina, em folhas, foi primeiro cortada e colocada de molho em água fria, para posteriormente ser dissolvida num pouco de água morna. À parte, triturei grosseiramente algumas bolachas que salpiquei com Vinho do Porto. Montei os copos, colocando por cima da camada de bolacha metades de avelãs. Foi ao frigorífico para solidificar a gelatina.

sábado, janeiro 20, 2007

Docinhos de avelã e pistácio

Estes docinhos foram inspirados numa receita que encontrei no Amuses Bouche, que alterei substituindo a amêndoa por avelãs e pistácios.

Docinhos de avelãs e pistácios

3oo g de avelãs e pistácios moídos na 123; 2 ovos; 80 g de icing-sugar; 70 g de maizena; 1 colher de chá de fermento em pó; 1 colher de sopa de água de flor de laranjeira.

Comecei por juntar os frutos secos moídos, o açúcar e a maizena com o fermento. Depois, adicionei os dois ovos batidos, como se fossem para uma tortilha e 1 colher de sopa da calda que me sobrou das orangettes, que fiz no Natal. Misturei bem todos os ingredientes, procurando obter uma consistência que me permitisse moldar pequenos bolos. A seguir, fui retirando bocadinhos de massa, que passava por um prato onde tinha icing-sugar, dando-lhes depois a forma arredondada. Coloquei-os num tabuleiro de ir ao forno, sobre papel vegetal próprio para bolos, e levei ao forno durante 15 minutos.

Creme de abóbora com especiarias


Esta semana, jantei num restaurante onde me serviram uma excelente sopa de cogumelos, para além de outras iguarias extremamente bem apresentadas, onde os diversos ingredientes se misturavam de forma muito harmoniosa. Foi dessa agradável experiência gastronómica que surgiu a inspiração para a confecção desta sopa.
Creme de abóbora com especiarias
Comecei por deixar fritar em azeite 1 colher de chá de grãos de mostarda, 1/2 colher de chá de semente de coentros e 1/2 colher de chá de cominhos em semente. Quando os grãos começaram a estalar juntei ao azeite uma cebola grande bem picada. Deixei refogar um pouco, mas de forma a não deixar alourar a cebola. Posteriormente, adicionei água e temperei de sal. Depois deste líquido estar a ferver juntei-lhe cerca de 1 Kg de abóbora, cortada aos bocados e um pouco de gengibre fresco. Deixei ferver 30 minutos e rectifiquei os temperos, juntando-lhe cominhos em pó e nóz moscada, moída no momento. Esta mistura foi depois transformada em creme com a ajuda da varinha mágica.
O contraste entre o sabor dos grãos da mostarda e das outras especiarias com o adocicado da abóbora resultou bastante bem. Servi a sopa quando ela já estava morna, colocando por cima alguns pistácios.

Creme de abacate

Faz parte das memórias da minha infância e juventude, passadas em Angola, o sabor do abacate batido com açúcar e canela. Para mim, é das melhores sobremesas que me podem oferecer. Agora há que ter alguns cuidados básicos na sua preparação, que é extremamente simples.

Creme de abacate com açúcar e canela

Utilizar abacates maduros, de preferência oriundos de países africanos, abrindo-os ao meio e retirando com uma colher toda a polpa. Colocar a referida polpa num passe-vite para depois ser moída e transformada num creme fino. Juntar a gosto açúcar e canela. Colocar o creme no frigorífico, a arrefecer. No momento de servir, misturar o creme com uma colher e polvilhar com canela. Depois, é só comer!