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domingo, maio 06, 2007

Docinhos de ovos moles e chila


Estes docinhos, feitos pela minha mãe, tiveram por base uma receita de ovos moles a que depois se adicionou, ainda ao lume, um pouco de doce de chila e canela. Quando se obteve a consistência necessária para tender pequeninos doces retirou-se o creme/pasta do lume e deixou-se arrefecer. Posteriormente, com a ajuda de um pouco de farinha fizeram-se umas bolas que foram fritas em azeite, não muito quente. Os doces foram depois colocados em quadrados de papel vegetal ligeiramente amarrotados.


quinta-feira, abril 05, 2007

Cavaquinhas da Tia Odette

Hoje, a tia Odette lembrou-se de fazer umas cavaquinhas, seguindo uma receita que lhe foi há mais de 30 anos por uma amiga. Já não tinha bem a certeza das quantidades, mas a pouco e pouco foi-se recordando e no final lá conseguiu obter uma taça cheia de cavaquinhas, que por sinal estão uma delícia.

Cavaquinhas da Tia Odette

Para a massa: 3 ovos, 3 colheres de sopa de azeite, farinha q.b.

Amassa-se tudo muito bem, ajustando-se a quantidade de farinha de forma a obter uma consistência adequada para se tenderem umas argolas muito pequeninas que se fritam em óleo. Deixam-se arrefecer.

À parte, faz-se uma calda com 250 g de açúcar e um pouco de água. Mexe-se bem com umas varas e quando o açúcar começar a ficar esbranquiçado deitam-se as argolinhas dentro, envolvendo-as rapidamente no açúcar com a ajuda de uma colher de pau. Apaga-se o lume e deixam-se secar, retirando-as depois para um recipiente.

sábado, março 17, 2007

Bolinhos do momento

O lanche, a meio da tarde, foi desde sempre um dos momentos em que em casa dos meus pais mais se investiu, em termos gustativos. Isto traduziu-se, ao longo dos anos, na presença constante de um bolo, ou de uma tarte ou de uns simples bolinhos, tudo logicamente preparado em casa. O que fez com que uma amiga nossa, ao permanecer uns dias em casa dos meus pais, tenha afirmado que a associava ao aroma de doces acabados de sair do forno. Estes bolinhos, que a minha mãe designou por 'bolinhos do momento', fizeram parte no último domingo do lanche e foram depois distribuídos, acondicionados em caixinhas, por alguns membros privilegiados da família. Que isto de comer doces já necessita de alguma moderação!

Bolinhos do momento

1 cálice de licor de cacau; 2 colheres de chá de canela; 4 ovos; 3 colheres de sopa de mel; 250 g de açúcar; 4 a 5 colheres de sopa de azeite; 6 colheres de sopa de leite; 1 colher de chá de essência de baunilha; farinha com fermento q.b.

Misturam-se bem todos os ingredientes, com excepção da farinha. Esta deverá ser adicionada no final, sendo a sua quantidade determinada pela consistência da massa, que deve ficar suficiente espessa de forma a permitir moldar pequenas bolas, as quais vão ao forno num tabuleiro polvilhado de farinha.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Pastelinhos de banana

Continuo a ter como fonte de inspiração o mesmo livro de receitas, Cozinha Indo-Portuguesa. Já comprei este livro há alguns anos, mas só agora começo a aventurar-me em algumas novas experiências ...

Pastelinhos de banana
6 bananas maduras; açúcar até metade do peso das bananas; canela. Massa: 250 g de farinha; 1 colher de chá de manteiga; água q.b.
Comecei por fazer uma calda de açúcar em ponto pérola onde coloquei as bananas partidas aos bocados. Deixei ferver até as bananas ficarem desfeitas, mas mexendo com frequência para evitar que o doce pegasse ao fundo do tacho. Logo que o doce engrossou retirei do lume e deixei arrefecer, juntando um pouco de canela em pó. Amassei a farinha com a manteiga e a água, até obter uma massa homogénea e elástica. Estendi a massa com um rolo de madeira de forma a que esta ficasse bastante fina. Cortei rodelas de massa com a ajuda de um copo e recheei com o doce da banana. Levei ao forno (200ºC) cerca de 5 a 10 minutos. Podem servir-se quentes ou frios.
Nota: é importante fechar bem os pastéis para evitar a saída do doce durante a cozedura, por outro lado o tempo de forno deve ser muito controlado uma vez que com a continuação os pastéis mostraram tendência para abrirem e perderem parte do doce. Por outro lado, também importa referir a necessidade da massa ficar muito fina, caso contrário os pastéis não ficarão agradáveis.

domingo, fevereiro 18, 2007

Quadrados de castanhas, com erva-doce e canela

Deveria talvez designar estes quadrados por Brownies de castanhas, mas prefiro fazer uso de uma terminologia mais conservadora. À partida, não existia nenhuma receita para seguir, mas tinha presente os aromas e sabores que costumam ligar bem com o puré de castanhas. Foi esse o caminho que segui! Fui juntando os diversos ingredientes e ao mesmo tempo provando o creme para tentar perceber o que lhe estava a faltar. Por outro lado, como o meu objectivo era fazer um bolo que fosse cozido em tabuleiro e depois cortado aos quadrados, procurei não me exceder na gordura, nem nos líquidos, para que no final tivesse um creme mais ou menos consistente.

Quadrados de castanhas, com erva-doce e canela

600 g de castanhas congeladas (sem pele); 100 g de amêndoas raladas (sem pele); 1 chávena de chá de leite gordo; 2/3 de chávena de azeite com baixo grau de acidez; 1 chávena de chá de açúcar amarelo; 4 ovos; 1 colher de sopa de erva-doce moída; 1 colher de sopa de canela; 2 colheres de sopa de cacau amargo; 1 colher de chá de essência de baunilha.

Comecei por cozer cerca de 600 g de castanhas congeladas (sem pele). Como ainda não comprei um passe-vite optei por as reduzir a puré, com a ajuda da 123. À partida, esta não seria a melhor solução, mas acontece que acabou por funcionar bem exactamente pelos bocadinhos de castanha inteira que no final permaneceram, os quais acabaram por ser uma mais valia em termos visuais e de textura.


Juntei depois ao puré de castanhas os restantes ingredientes, deixando para o fim a adição das claras em castelo. Coloquei num tabuleiro, forrado com papel vegetal (para bolos), e levei ao forno cerca de 15 a 20 minutos. Desenformei e deixei arrefecer. Posteriormente, cortei o bolo aos quadrados e com a ajuda de um passador de rede polvilhei metade do bolo com icing-sugar e a outra metade com cacau em pó. Depois, foi só ensaiar as várias combinações possíveis! Já me estava a esquecer de dizer que ficaram muito bons ...

sábado, fevereiro 03, 2007

Bolos de garfo


Quando eu era criança, a minha mãe fazia com muita frequência os designados bolos de garfo. Como todas as receitas, esta teve a sua época e depois acabou por cair no esquecimento. Hoje, lembrei-me de a recuperar, o que me permitiu perceber como mudou a composição das gorduras utilizadas e como isso afecta a consistência das massas e obrigada a que se façam adaptações. Neste caso, quando voltar a fazer estes bolos reduzirei a margarina, assim como o açúcar que actualmente também me parece excessivo.

Bolos de garfo

125 g de açúcar; 125 g de manteiga; 250 g de farinha; 1 ovo

Amassam-se muito bem todos os ingredientes. Tendem-se pequenos bolos com a forma de croquetes que se enrolam em açúcar e depois se riscam por cima com um garfo. Colocam-se num tabuleiro polvilhado de farinha e vão ao forno (200ºC) durante cerca de 15 minutos.

sábado, janeiro 20, 2007

Docinhos de avelã e pistácio

Estes docinhos foram inspirados numa receita que encontrei no Amuses Bouche, que alterei substituindo a amêndoa por avelãs e pistácios.

Docinhos de avelãs e pistácios

3oo g de avelãs e pistácios moídos na 123; 2 ovos; 80 g de icing-sugar; 70 g de maizena; 1 colher de chá de fermento em pó; 1 colher de sopa de água de flor de laranjeira.

Comecei por juntar os frutos secos moídos, o açúcar e a maizena com o fermento. Depois, adicionei os dois ovos batidos, como se fossem para uma tortilha e 1 colher de sopa da calda que me sobrou das orangettes, que fiz no Natal. Misturei bem todos os ingredientes, procurando obter uma consistência que me permitisse moldar pequenos bolos. A seguir, fui retirando bocadinhos de massa, que passava por um prato onde tinha icing-sugar, dando-lhes depois a forma arredondada. Coloquei-os num tabuleiro de ir ao forno, sobre papel vegetal próprio para bolos, e levei ao forno durante 15 minutos.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Docinhos de batata doce


Com um resto de recheio de empanadilhas que me tinha sobrado do Natal e que eu tinha congelado, experimentei fazer uns pequenos docinhos.

Docinhos de batata doce

750 g de polme de batata doce, 250 g de açúcar, raspa da casca de 2 limões, 5 colheres de chá de canela em pó.

Mistura-se o polme da batata doce com o açúcar, a canela e a raspa de limão. Rectificam-se os temperos em função do gosto de cada um. Não esquecer que para se obter 750 g de polme se deve cozer 1 kg de batata doce. Com a ajuda de farinha tendi umas bolinhas, que depois passei por amêndoa laminada e levei ao forno pré-aquecido a 200ºC apenas o tempo suficiente para alourar as amêndoas.

Crocantes de frutos secos


Desta vez a minha fonte de inspiração foi a revista Saveurs, em particular o seu número especial dedicado às festas natalícias, onde encontrei uma reportagem sobre a gastronomia marroquina.
Crocantes de frutos secos
Comecei por alourar os frutos secos (20 g de avelãs, 20 g de pinhões, 20 g de nozes, 20 g de pistáchios não salgados e sem pele,20 g de amêndoas laminadas) numa frigideira com 1 colher de sopa de azeite. As amêndoas laminadas só as coloquei no fim para que não ficassem excessivamente torradas. Retirei os frutos secos da frigideira e coloquei-os sobre papel absorvente, para que este absorvesse o excesso de gordura. Em seguida, triturei os referidos frutos na 123 e à 'farinha' obtida juntei 1 colher de sopa de azeite, 20 g de corintos, 20 g de figos secos picados e 20 g de casca de laranja cristalizada também picada.



À parte misturei numa frigideira 3 colheres de sopa de azeite com uma colher da calda que me tinha sobrada das laranjas cristalizadas, levando a mistura ao lume durante alguns minutos. Com ela pincelei folhas de massa filo, sobrepondo duas folhas que depois cortei em quadros de 10x10 cm. No centro destes quadrados coloquei uma bola do preparado anterior. Dobrei a massa e levei as trouxinhas ao forno pré-aquecido durante durante
5 a 6 minutos.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Empanadilhas


Para mim os repastos de Natal não têm obrigatoriamente que incluir bacalhau ou peru assado, mas em contrapartida as empanadilhas não podem estar ausentes. É uma tradição familiar, com origens algarvias, que mantemos ano após ano. As que vou apresentar foram feitas pela minha tia, sendo que a minha contribuição se reduziu ao processo de fritura, que também tem a sua técnica, e a passá-las por açúcar com canela. Para nós este é inquestionavelmente o melhor que se pode comer nesta época.

Empanadilhas
Recheio: 750 g de polme de batata doce, 250 g de açúcar, raspa da da casca de 2 limões, 5 colheres de chá de canela em pó.

Mistura-se o polme da batata doce com o açúcar, a canela e a raspa de limão. Rectificam-se os temperos em função do gosto de cada um. Nota: o recheio deve ser feito de véspera, não esquecendo que para se obter 750 g de polme se deve cozer 1 kg de batata doce.

Massa: 1 kg de farinha de trigo, 1 cálice grande de aguardente, sumo de 3 laranjas, 200 g de banha, sal e água.


Peneira-se a farinha para um alguidar, faz-se uma cova ao centro e deita-se a banha derretida, fria ou morna, o sumo das laranjas e a aguardente. Misturam-se estes ingredientes. Amassa-se muito bem com a ajuda de água morna temperada de sal. Sova-se a massa de modo a esta ficar macia e fina e começar a fazer bolhas. Rectifica-se o sal antes de terminar de amassar. Tapa-se com um pano e deixa-se descansar 15 m antes de tender as empanadilhas. Nota: começa a amassar-se com 0,5 kg e só depois, de forma gradual, se vai juntando a restante farinha.

Sobre uma pedra de cozinha estendem-se bocados de massa, tendo o cuidado de a deixar muito fina. Coloca-se um bocadinho do recheio sobre a massa e corta-se a empanadilha em forma de meia lua com a ajuda de uma carretilha. Fritam-se em óleo quente, deitando por cima colheres do referido óleo para que elas levantem. Ainda mornas passam-se por uma mistura de açúcar e canela.

sábado, dezembro 23, 2006

Broas de espécie


Estas broas dão um bocadinho de trabalho a preparar, mas o resultado vale bem a pena!

Broas de espécie

250 g de açúcar; 125 g de coco ralado; 5 gemas de ovos; 500 g de puré de batata doce; 125 g de amêndoa sem pele, moída; raspa da casca de 2 laranjas.

Põe-se o açúcar ao fogo com um pouco de água até atingir um ponto não muito forte. Deita-se nele o polme da batata doce, o coco, a amêndoa ralada, mexendo sempre até se obter uma massa grossa e consistente. Por fim, deitam-se as gemas e volta ao lume para as cozer. Deixa-se a massa descansar de um dia para o outro.
Tendem-se as broas com as mãos e colocam-se num tabuleiro polvilhado de farinha. Pincelam-se com gema de ovo e levam-se ao forno.

Orangettes

 
Posted by Picasa


Na última sexta-feira, comprei na pastelaria Cistér, em Lisboa, umas laranjas semi-cristalizadas, envolvidas em chocolate. Elas tiveram um enorme sucesso cá em casa, de tal forma que as ditas laranjas, que eu tinha comprado a pensar na consoada, já desapareceram todas, devoradas por bocas gulosas. Por isso, resolvi experimentar uma receita que encontrei numa revista francesa. Daí o nome orangettes.

Orangettes
2 laranjas grandes; 150 g de chocolate preto; 200 g de açúcar

Depois de lavar bem as laranjas e de lhes cortar as extremidades fiz quatro incisões suficientemente profundas para me permitirem tirar-lhes a casca. Cortei a casca em pequenos palitos que sujeitei a uma fervura de 5 minutos. Escorri as laranjas e deitei fora a água. Num tacho coloquei ao lume o açúcar com 15 cl de água a que posteriormente adicionei as laranjas. Deixei ferver em lume muito suave durante cerca de 1 hora, deitando um pouco mais de água sempre que o ponto do açúcar se tornava muito forte. Passado este tempo apaguei o lume e deixei as laranjas arrefecerem na calda.

À parte derreti em banho-maria 150 g de chocolate preto onde depois mergulhei as laranjas, tendo para isso a ajuda de um garfo de fondue. Procurei que o excesso de chocolate escorresse para os bordos do recipiente para depois depositar as tiras de laranja sobre uma placa de papel de alumínio. Logo que o chocolate solidificou retirei-as do papel e guardei-as.
Nota: o maior problema com que me deparei foi o de conseguir manter constante a temperatura do chocolate, depois de fundido, de tal forma que não se registassem alterações na textura, o que acabou por acontecer com as últimas tiras de laranja.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Docinhos de Aveiro

Em Aveiro, para além dos célebres ovos moles, é possível encontrar nas suas pastelarias uma série de outros doces à base de ovos, açúcar e amêndoa. Os que se encontram retratados nas fotografias, comprei-os este fim de semana na Pastelaria Peixinho, no centro de Aveiro, recebendo a designação respectivamente de castanhas de ovos, broinhas de ovos e bolinhos de amêndoa.

Broinhas de ovos

300 g de açúcar
16 gemas
250 g de miolo de amêndoa
1 clara

Leva-se o açúcar ao lume , como um pouco de água, até fazer ponto de espadana. Em seguida, deita-se a amêndoa que previamente foi pelada e moída. Mistura-se até começar a ferver. Tira-se do lume e deixa-se arrefecer. Adicionam-se as 16 gemas e a clara e leva-se novamente ao lume, até o tacho mostrar o fundo.
Fazem-se as broinhas, tendendo com a ajuda de um pouco de farinha de trigo e polvilhando também com farinha o fundo do tabuleiro em que vão ao forno.

domingo, setembro 17, 2006

Prazeres de domingo


O fim de semana está a ser marcado pela realização de uma série de experiências culinárias. Para além das receitas, retiradas de outros blogues, que resolvi testar, fiz também uns pastelinhos de requeijão que acompanhei com um chá verde aromatizado com canela e amêndoa que costumo comprar na Chá qb.

Pastelinhos de requeijão de Serpa

Massa Brick
1/2 requeijão de Serpa
1 colher de chá de canela
Açúcar de cana integral
leite q.b.

Comecei por fazer o recheio, misturando os vários ingredientes. Cortei a massa brick em tiras que pincelei com margarina derretida. Em seguida, enrolei os pastelinhos e coloquei num tabuleiro untado. Por último, levei ao forno até alourarem (5 a 10 minutos).

Para a próxima, penso juntar ao recheio casca de limão ralado e uns corintos previamente demolhados em Vinho do Porto.

sábado, setembro 02, 2006

Sabores em memória

Como não podia deixar de acontecer regressei, das minhas férias em Aljezur, munida de uns quilos de batata doce, tendo em vista a realização de algumas experiências gustativas. Mas, na verdade a primeira ideia que me ocorreu não é de forma nenhuma inovadora, pelo contrário é um relembrar de certos sabores do passado.

Das memórias de férias da minha mãe, na sua tão querida Ilha de Faro, fazem parte as batatas doces assadas que se levavam para a praia, como farnel, e eram comidas entre banhos. No meu tempo, esse hábito já não existia, talvez por o considerarem excessivamente calórico ou simplesmente por os areais já estarem invadidos por vendedores de bolos e batatas fritas. Porém, há uma memória que eu retive, a das batatas doces fritas, em rodelas, polvilhadas com açúcar e canela. Nunca encontrei referência a esta receita em nenhum livro de cozinha, mas este era um dos doces que a minha avó, extremamente gulosa, gostava de preparar, primeiro para os filhos e depois para os netos. Hoje, munida de batatas doces algarvias, resolvi avivar esta lembrança.