Mostrar mensagens com a etiqueta Peixe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Peixe. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, julho 31, 2008

A eterna pescada

Comer peixe exige, às vezes, um exercício de imaginação para se escapar dos cozidos e grelhados, procurando variar na aparência e no sabor. Foi assim que surgiu esta receita ...

Pescada com ervas aromáticas

Comecei por fazer um refogado com azeite e cebola às rodelas a que juntei tomate, deixando cozer durante cerca de 5 minutos (juntei um pouco de água para obter maior quantidade de molho). Depois adicionei uma quantidade razoável de coentros, manjericão roxo, tomilho fresco e hortelã. Temperei com flor de sal. Comecei por dispor esta base num saco de papel de alumínio, colocando em cima as postas de pescada previamente salgadas. Fechei bem o saco e levei ao forno durante aproximadamente 15 minutos.

sábado, março 31, 2007

Trouxinhas de pescada

Estas trouxinhas resultaram do facto de hoje pela manhã ter descongelado duas postas de pescada para cozer, pensando que almoçaria em casa. Como isso não aconteceu, fui obrigada a dar-lhes um outro destino. Comecei por pensar fazer um recheio de peixe, que utilizaria depois para fazer uma espécie de pasteis de massa tenra, a partir de uma rodelas de massa que comprei hoje no Corte Inglês. Porém, como a montagem dos pasteis não estava a decorrer muito bem, resolvi tentar este formato de trouxas, que resultou bastante bem.

Trouxinhas de pescada

Comecei por cozer a pescada. Deixei arrefecer e depois separei a polpa em lascas pequenas. Fiz um refogado com chalotas e azeite a que juntei a pescada quando as primeiras já tinham adquirido uma certa cor. Temperei com queijo ralado e manjericão picado. Aproveitei o recheio ainda estar quente para o colocar no centro das rodelas de massa, as quais tinha deixado à temperatura ambiente durante 2 a 3 horas. Moldei as trouxinhas com cuidado e levei ao forno em tabuleiro untado durante 10 a 15 minutos. Nota: a meio da cozedura coloquei um papel de alumínio por cima para evitar que ficassem com os bordos muitos torrados.

domingo, março 04, 2007

Lasanha de salmão, alho-francês e cogumelos

O salmão é um peixe que, na minha opinião, necessita ser bem disfarçado para se tornar mais agradável. Por isso, decidi fazer esta lasanha, misturando o salmão ao alho-francês e aos cogumelos, não esquecendo evidentemente os outros ingredientes que fazem parte deste tipo de pratos.

Lasanha de salmão com alho-francês e cogumelos

Comecei por preparar um molho de tomate e um molho bechamel. Depois, cortei o alho-francês em rodelas muito fininhas, que fritei num pouco de azeite até amolecerem. À parte, cortei o salmão em cubos pequenos com cerca de 1 cm e temperei-os com sal.

Montei a lasanha num prato de ir ao forno, previamente untado com manteiga, colocando alternadamente camadas de massa, molho de tomate, salmão, alho-francês, cogumelos crus laminados de forma grosseira e molho bechamel. Terminei com uma camada do referido molho, que polvilhei abundantemente com queijo parmesão ralado. Levei ao forno durante 25 minutos.

sábado, janeiro 13, 2007

Strudel de Atum II

Depois de uma semana em que não tive tempo de ir ao supermercado não eram muitas as opções. Lembrei-me, por isso, de um frasco atum de conserva que tinha comprado na loja do gourmet, do El Corte Inglês, o qual estava destinado a terminar num strudel, não neste, mas numa outra receita com uma massa mais trabalhadosa.

Strudel de atum

Massa: 300 g de farinha; 80 g de margarina derretida; 1 ovo inteiro; sal; água q.b.

Amassar bem todos os ingredientes e deixar repousar durante 20 a 30 minutos.

Recheio: 4 batatas grandes cortadas aos cubos; 1 lata de azeitonas pretas cortadas aos bocadinhos; 1 frasco de atum (300 g); 2 pacotinhos que queijão parmesão ralado; 1 ovo inteiro; 2 colheres de chá de 'Permesan Blend' da Oil and Vinegar; 1 ramo de cebolinho picado, sal q.b.



Comecei por cozer as batatas durante 10 minutos em água temperada com sal. Depois, deixei-as escorrer e arrefecer um pouco, dentro de um passador. A seguir, juntei às batatas os restantes ingredientes.

Estendi a massa, dando-lhe a forma de rectângulo. No centro deste coloquei-lhe o recheio e de seguida enrolei-o na massa. Retirei o rolo com cuidado, da pedra onde tinha estendido a massa, e virando-o ao contrário coloquei-o no tabuleiro do forno. Por último, decorei com os restos de massa, pincelei com gema de ovo e levei ao forno durante 20 a 25 minutos.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

Tartes de bacalhau, salmão fumado e ovas


Esta receita foi uma invenção minha, claro que muito influenciada pelas revista francesas que adoro comprar, mas também resultado da enorme preguiça que tive em ir ao supermercado nos últimos dias do ano. Assim, resolvi dar asas à imaginação e aproveitar o que tinha em casa. O resultado final foi bastante apreciado!

Pequenas tartes de bacalhau, salmão fumado e ovas

Fiz um molho bechamel espesso, usando para o efeito leite e um pouco de água de cozer o bacalhau. Temperei-o de noz-moscada e juntei-lhe uma pequena posta de bacalhau em lascas pequenas, 100 g de salmão fumado cortado em pedacinhos e um pote pequeno de ovas pretas. Misturei tudo e rectifiquei o sal.
À parte, fiz uma massa de tarte (250 g de farinha, 125 g de margarina, sal e 5 colheres de sopa de água) que deixei descansar no frigorífico durante duas horas. Forrei as tarteiras individuais com esta massa e coloquei no centro o creme que já se encontrava frio. Levei ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 20 minutos.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Empadinhas de robalo e camarão

Com o robalo cozido que sobrou da canja anterior resolvi fazer umas empadas, desta vez experimentando uma receita de massa que encontrei no blogue Ardeu a Padaria.

Comecei por cozer alguns camarões, aproveitando depois a água de cozedura para fazer uma espécie de molho bechamel. Juntei a este molho os pedacinhos de peixe já limpos de pele e espinhas. Deixei arrefecer. Preparei a massa das empadas a partir de 2 chávenas de chá de farinha, 1 chávena de café de azeite, 1 chávena de café de vinho branco e sal qb.Deixei repousar a massa durante 1 hora.
Passado esse tempo forrei as formas com a massa, colocando no fundo um camarão inteiro a que depois adicionei algumas colheres do creme. Tapei com uma placa de massa, untei com gema de ovo e levei ao forno aproximadamente 20 minutos.

Nota - Para a próxima vou retirar as empadas das formas ao fim de 10 a 15 minutos, pincelando a parte branca com gema de ovo batida, antes de as levar de novo ao forno. Penso que deste modo poderei melhorar o seu aspecto. Como a massa fica muito elástica também é necessário adquirir uma certa prática com o processo de 'encerramento' das empadas.

sexta-feira, novembro 10, 2006

'Caldeirada' de lulas e cação


Tenho um certo pudor em designar este preparado por 'caldeirada'. Se fosse espanhola talvez não tivésse tantos problemas em chamar-lhe 'caldereta', aliás termo que o meu pai adora usar para designar as suas experiências culinárias.

Caldeirada de lulas e cação

Comecei por fazer um refogado com 1 cebola grande a que juntei umas cebolinhas frescas partidas aos quartos. Quando as cebolas começaram a alourar adicionei 50 g de bacon cortado em lâminas finas, dois tomates também cortados em lâminas, 1/2 pimento vermelho aos bocadinhos, 1 cenoura grande cortada às rodelas, 1 folha de louro, 1 colher de chá de açafrão-das-Indias e sal. Deixei cozer um pouco e depois juntei-lhe 2,5 dl de vinho branco. De seguida, adicionei as lulas cortadas em bocados grandes e batatas novas pequeninas. Deixei cozer 10 minutos andes de juntar o cação previamente temperado com sal. Mais 8 minutos de cozedura e juntei-lhe uns camarões já cozidos, que apenas deixei ao lume o tempo suficiente para igualarem a temperatura do restante preparado. Isto é, aproximadamente 2 a 3 minutos.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Cação em molho de cebola

Este prato, muito rápido de confeccionar, é uma boa opção quando se quer cozinhar cação.

Cação em molho de cebola

Num tacho mistura-se uma sopa de cebola (Knorr) com uma cerveja. Leva-se ao lume, podendo ainda adicionar-se um pouco de água, e deixando ferver cerca de 10 minutos. De seguida, adiciona-se um pouco de leite ou natas e vai novamente ao lume 5 minutos. Por último, coloca-se o cação (s/ estar temperado de sal) e deixa-se ferver mais 5 minutos.

As quantidades de leite e água são função da espessura que o molho vai adquirindo. Serve-se com arroz branco.

segunda-feira, setembro 04, 2006

'Ir ao choquinho'

Do linguajar de quem passa férias na Ilha de Faro faz, com frequência, parte a expressão 'ir ao choquinho'. Mas, para que esta actividade se possa exercer é necessário esperar pela confluência de uma série de condições físicas, as quais estão relacionadas com as fases da Lua (luminosidade e marés) e com a ausência de vento. Na prática, a situação ideal é a de uma noite de Verão com Lua Nova, maré vazia e sem vento. Depois de reunidas estas condições os 'pescadores' juntam os seus apetrechos: garfos de ferro de cabo longo, um balde de plástico e um foco de luz. A técnica é ir caminhando à beira mar, na babuja, procurando não provocar grande agitação: os choquinhos ao ficarem encadeados com o foco luminoso tornam-se presa fácil do garfo do 'pescador'. Este tipo de pesca, 'ao candeio', é actualmente proibida na Ria Formosa, mas a verdade é que quando as condições são propícias continuam a ser inúmeros os focos de luz que se avistam na ria. De qualquer modo, na forma mais tradicional, os seus efeitos nocivos para o ambiente são muito reduzidos, porque também é mínimo o produto da pesca. Recordo que o máximo que conseguíamos, depois de umas 2 horas de 'trabalho', apenas fornecia matéria prima para um aperitivo. Era mais o divertimento, por irmos em grupo e ocorrerem sempre muitas peripécias, do que propriamente os resultados obtidos.

Depois, chegando a casa estes eram entregues às mãos das cozinheiras!


Choquinhos à algarvia

500 g de choquinhos pequenos
6 dentes de alho
azeite
louro

Num tacho colocam-se a alourar os dentes de alho, pisados, no azeite. Junta-se-lhe as folhas de louro e os choquinhos. Tapa-se o tacho que se vai agitando de forma a que os choquinhos fritem por igual, tendo o cuidado para que não comecem a pegar ao fundo. Quase no final deita-se um pouco de sal.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Aljezur - percebes e batata doce

Aljezur é uma pequena vila, localizada na Costa Vicentina, que também dá nome a um concelho onde se localizam das mais belas praias portuguesas (Amoreira, Odeceixe, Monte Clérigo e outras), onde passei uns dias de férias. Do ponto de vista gastronómico Aljezur surge invariavelmente associada quer aos percebes quer à batata doce.













O s primeiros cozidos pouco antes de serem consumidos são realmente capazes de trazerem para a mesa sabores fortes que passamos a associar à paisagem agreste, mas de extrema beleza que marca todo o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. Quanto à batata doce, também de excelente qualidade, é profusamente usada, seja como acompanhamento para pratos de peixe ou carne, seja mesmo como ingrediente principal na confecção de doces.



















No restaurante 'Ruth o Ivo', mesmo no centro de Aljezur, é possível comer uns óptimos percebes (sempre que à porta estiver afixado o respectivo cartaz), assim como um bolo de batata doce e amêndoa e um pudim de batata doce, ambos muito agradáveis. Para além disso, neste restaurante servem um prato de carapaus alimados com batata doce que para mim é uma associação particularmente feliz.

Carapaus alimados

Arranjam-se uns quantos carapaus, tirando-se-lhes a cabeça e as tripas. Deixam-se temperados de sal de véspera. No dia seguinte, lavam-se e podem mesmo deixar-se algum tempo de molho em água, para perderem o execesso de sal. Cozem-se em água a ferver durante cerca de 5 minutos. Tiram-se para fora e deixam-se arrefecer até que seja possível, com as mãos, retirar-lhes a pele.

Na versão mais tradicional, são servidos ainda quentes e temperados no prato com azeite e vinagre ou azeite e limão. Na versão do restaurante de Aljezur são servidos frios com rodelas de cebola, alho e salsa picados por cima, já temperados de azeite e sumo de limão, e acompanhados com batata doce cozida às rodelas.